Pelo terceiro mês seguido, foram mais contratações do que demissões no mercado de trabalho formal em Passo Fundo. É o que apontam os dados do Caged divulgados nesta semana. Apenas em março, o saldo foi positivo em 304 postos.
O mapeamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados indica que em janeiro o saldo foi 290, aumentando para 677 em fevereiro e caindo para 304 em março – mesmo assim, em todos os casos ocorreram mais contratações do que demissões. Assim sendo, o saldo positivo no ano é de 1.271 vagas de emprego com carteira assinada em Passo Fundo.
Em números absolutos, março deve 5.507 admissões e 5.203 demissões. Com relação aos principais setores da economia em Passo Fundo, Indústria apresentou saldo de 158 contratações, em Serviços foram 113, no Comércio foram 48 e Agropecuária teve saldo de 2. Já a Construção Civil registrou saldo negativo de 17.
No total, atualmente, o Caged aponta que Passo Fundo tem 79.092 pessoas contratadas com carteira assinada.
Comparado a 2025
Em comparativo a 2025, a tendência de saldo positivo também se manteve no ano passado, quando o trimestre foi igualmente de contratações. Aliás, em 2025, estendeu-se para abril, apresentando saldo negativo em maio. Vale ressaltar, contudo, que os números do ano passado eram maiores, com saldo positivo de 420, 614 e 848 nos três primeiros meses.
Estado
O Rio Grande do Sul registrou 46.898 novas vagas com carteira assinada no primeiro trimestre de 2026, resultado de 459.259 contratações e 412.361 desligamentos de janeiro a março. Os números indicam um crescimento de aproximadamente 10% em relação ao saldo anterior, de janeiro a fevereiro, quando o Estado registrou 42.301 postos formais de emprego.
“É importante para o Rio Grande do Sul ter este saldo positivo na questão da empregabilidade já no primeiro trimestre. Isso demonstra a força do início deste ano de 2026 na empregabilidade do nosso Estado”, destacou o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, José Scorsatto.
O Estado ocupa a quinta posição no ranking das unidades federativas com maior saldo positivo no ano, permanecendo atrás de São Paulo (183,1 mil), Minas Gerais (70,6 mil), Santa Catarina (59,4 mil) e Paraná (56,4 mil). A Região Sul, por sua vez, ocupou o segundo lugar na geração de empregos no país, com 162.708 novos postos, em uma classificação liderada pela Região Sudeste, com 288.598 vagas formais.


