“O trabalho continua”. Com essa frase o presidente Evandro Zambonato sintetiza o clima interno no Vermelhão da Serra. Na última quarta-feira, o Esporte Clube Passo Fundo foi rebaixado para a Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. “Estamos todos pegando juntos. Não posso deixar de enaltecer o empenho e a união da nossa diretoria”. A queda, claro, entristeceu a todos. Mesmo assim, Zambonato lembra que ninguém abandonou o barco. “Recebemos o apoio de muitas pessoas. Isso é importante, pois não podemos parar. Temos pela frente duas competições, a Copinha e a Divisão de Acesso”.
Três fatores
O Gauchão foi rápido. Aliás, fulminante para o Passo Fundo. Em campo teve uma campanha negativa. Mas o contexto é mais amplo. “Começamos o trabalho em agosto, contratamos comissão técnica, gerente de futebol e jogadores. Inovamos ao profissionalizar setores como o de comunicação e lançamos um plano de sócios. Foram ações que podemos considerar muito boas”, avaliou Zambonato. Já em campo os frutos deixaram a desejar. Para o presidente a campanha negativa teve três fatores principais. “Em primeiro, não definimos um esquema de jogo e foram muitas mudanças. Em segundo, a equipe não assimilou a troca de treinador. E por último faltou, sim, poder de reação”.
Público e Copinha
Decepção no gramado, superação nas arquibancadas. O público presente no Vermelhão da Serra este ano surpreendeu. Diminuiu, claro, após uma sequência de resultados negativos. Mesmo assim, ficou acima da média. “A resposta do público foi muito boa. Se tivéssemos uma campanha melhor teríamos ainda mais torcedores no estádio. Mas, mesmo nas últimas partidas, o verdadeiro torcedor do Passo Fundo não nos abandonou”. Se as bilheterias funcionaram bem, isso indica que as ações junto aos torcedores deram bons resultados. “O plano de sócios continua e queremos atingir 500 associados”. Mas, além disso, Evandro Zambonato projeta outras ações para viabilizar o futebol no segundo semestre. Os espaços nas camisas e placas, com valores minorados, ganham importância. A Super Copa Gaúcha, conhecida como Copinha, será de agosto a novembro. Para disputar, o ECPF abrirá a temporada no início de julho. Segundo o presidente, ainda não é o momento para falar em nomes. “Primeiro vamos zerar o Gauchão, em todos os sentidos”.



