Em meio à euforia dos 100 anos da Corrida Internacional de São Silvestre, disputada na manhã desta quarta-feira, em São Paulo, o atleta passo-fundense Maicon Mancuso cruzou a linha de chegada com um sentimento misto de dever cumprido e frustração. Maicon teve seu desempenho prejudicado por uma pubalgia que atrapalhou sua preparação para a prova.
Após ser o gaúcho melhor classificado nas duas últimas edições, ele perdeu essa posição e, na classificação geral, ficou em 28º lugar, com o tempo de 51min34s.
No geral masculino, Muse Gizachew, da Etiópia, foi o vencedor. Sisilia Panga, atleta da Tanzânia, foi a vencedora da prova feminina, com o tempo de 51min09s.
“De todos os anos que eu vim, esse acabou sendo o pior em relação a resultados. Este ano foi mais aquela raça, aquela teimosia de completar. Eu sei que, estando bem treinado, estando 100%, temos condições de brigar para ficar entre os três melhores brasileiros, fazer uma marca razoável, perto de 45, 46 minutos”, afirmou.
“Filme na Cabeça”
Apesar das adversidades, cada participação na São Silvestre reacende o sonho. “Cada São Silvestre que eu venho acaba me passando um filme na cabeça. Eu acabo vendo tudo aquilo que a gente planejou um dia para chegar até aqui. Se tem uma coisa que eu estou devendo para mim mesmo, para o meu treinador e para todo mundo que acompanha e torce, é chegar bem na São Silvestre”, comentou.
Organização
Sobre a organização da prova centenária, o atleta fez um balanço positivo, destacando a “energia muito diferenciada” e o apoio do público ao longo de todo o percurso. A única ressalva foi em relação ao horário de largada, considerado tardio para a época quente do ano. “Às 8h e pouco aqui em São Paulo já estava bem abafado, depois das 8h30 esquentou demais”, disse.



