A Seleção Brasileira mostrou força, poder de reação e personalidade para seguir viva na Copa do Mundo de 2026. Depois de sair atrás no placar diante do Japão, a equipe comandada por Carlo Ancelotti buscou a virada por 2 a 1 nos minutos finais, em Houston, e garantiu a classificação às oitavas de final do Mundial. Casemiro iniciou a reação e Gabriel Martinelli, já nos acréscimos, marcou o gol que colocou o Brasil entre os 16 melhores da competição.
Agora, a equipe brasileira aguarda a definição do próximo compromisso. O adversário sairá do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, que será disputado nesta terça-feira. O duelo das oitavas está marcado para o dia 5 de julho, em Nova York/Nova Jersey.
Brasil controla o jogo, mas sofre com eficiência japonesa
Desde os primeiros minutos, o Brasil assumiu o controle da posse de bola e tentou impor seu estilo ofensivo. A equipe trabalhou as jogadas com paciência, explorando principalmente a movimentação de Lucas Paquetá, que recuava para participar da construção das jogadas ao lado dos defensores.
As primeiras oportunidades não demoraram a aparecer. Aos 13 minutos, Matheus Cunha recebeu passe de Casemiro e arriscou de fora da área, obrigando o goleiro Zion Suzuki a fazer boa defesa. Pouco depois, Bruno Guimarães também levou perigo em finalização que passou muito próxima da meta japonesa.
Erro
Apesar do domínio territorial, a Seleção encontrava dificuldades para superar a organizada marcação dos japoneses, que fechavam os espaços e aguardavam uma oportunidade para contra-atacar.
Ela apareceu aos 29 minutos. Após um erro de passe de Danilo na saída de bola, Kaishu Sano recuperou a posse, avançou em velocidade e bateu rasteiro da entrada da área para abrir o placar para o Japão, surpreendendo a equipe brasileira.
Mesmo mantendo maior posse de bola até o intervalo, o Brasil não conseguiu transformar o controle da partida em chances claras de gol e foi para o vestiário em desvantagem.
Mudanças de Ancelotti transformam a partida
Na volta para o segundo tempo, Carlo Ancelotti promoveu a entrada de Endrick no lugar de Lucas Paquetá. A alteração deixou a equipe mais agressiva e aumentou a presença ofensiva dentro da área japonesa. A resposta foi imediata. Logo aos sete minutos, Bruno Guimarães quase empatou em cabeçada defendida por Suzuki.
A pressão aumentava a cada ataque, e o empate parecia apenas questão de tempo. Aos 11 minutos, Gabriel Magalhães apareceu pelo lado esquerdo da área e levantou a bola na medida para Casemiro. Livre de marcação, o volante cabeceou firme para deixar tudo igual.
O gol renovou a confiança brasileira e transformou o ritmo da partida. O Japão passou a atuar praticamente todo recuado, enquanto a Seleção ocupava o campo ofensivo em busca da virada.
Vinicius Jr. quase faz pintura
Com maior volume ofensivo, o Brasil passou a criar oportunidades em sequência. A principal delas nasceu dos pés de Vinicius Jr., que protagonizou uma das jogadas mais bonitas da partida.
O atacante recebeu pela esquerda, aplicou uma caneta em Tomiyasu, deixou outro marcador para trás e finalizou de bico. O goleiro Suzuki ainda conseguiu desviar levemente da bola, que explodiu na trave, arrancando aplausos da torcida presente em Houston.
Mesmo sem marcar, Vinicius foi um dos jogadores mais participativos da etapa final e ajudou a manter a pressão constante sobre a defesa japonesa. Pressão até os últimos minutos rende classificação
O Brasil manteve o ritmo intenso até os minutos finais, explorando bolas paradas e recuperações rápidas no campo de ataque, uma das características implementadas por Carlo Ancelotti.
A recompensa veio já nos acréscimos. Aos 50 minutos do segundo tempo, o jovem Rayan pressionou a saída de bola japonesa, roubou a posse pelo lado direito e tocou para Bruno Guimarães. O meio-campista encontrou Gabriel Martinelli livre na área. O atacante bateu cruzado, sem chances para Suzuki, decretando a vitória brasileira e confirmando a classificação às oitavas de final.
O gol provocou grande comemoração entre jogadores e comissão técnica, que celebraram uma vitória construída com persistência e intensidade. Casemiro entra para a história
Além de comandar a reação brasileira dentro de campo, Casemiro também alcançou uma marca histórica. Aos 34 anos e 126 dias, o volante tornou-se o segundo jogador mais velho a marcar um gol pelo Brasil em uma Copa do Mundo. O recorde segue pertencendo a Bebeto, que balançou as redes aos 34 anos e 137 dias durante o Mundial de 1998, contra a Dinamarca.
A atuação reforçou a importância da experiência do camisa 5 em um elenco que mistura juventude e jogadores consolidados.
Próximo desafio será definido nesta terça-feira
Com a vaga garantida nas oitavas de final, o Brasil agora volta suas atenções para o confronto entre Costa do Marfim e Noruega, que definirá o próximo adversário da Seleção.
Independentemente de quem avance, a expectativa é de mais um duelo equilibrado na caminhada brasileira em busca do hexacampeonato mundial.
Jogos desta segunda-feira (29)
17H30 – Alemanha x Paraguai
22 horas – Holanda x Marrocos
Jogos desta terça-feira (30)
14 horas – Costa do Marfim x Noruega
18 horas – França x Suécia
22 horas – México x Equador



