Moradores de Passo Fundo relatam o ambiente da Copa do Mundo

O atleta Guilherme Kurtz, campeão nas provas de 800 e 1.500 metros, e o ex-jogador Sandro Sotilli acompanharam o jogo do Brasil contra a Escócia

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Guilherme Kurtz destacou a organização da Copa - Foto: DivulgaçãoGuilherme Kurtz destacou a organização da Copa - Foto: Divulgação
Guilherme Kurtz destacou a organização da Copa - Foto: Divulgação
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Os olhos de quem gosta de esporte — especialmente de futebol — estão voltados para a América do Norte, onde ocorre a Copa do Mundo. Naturalmente, é sonho de todo torcedor viver o clima de uma partida válida pelo Mundial. E dois moradores de Passo Fundo relataram como foi estar em Miami durante a vitória do Brasil sobre a Escócia por 3 a 0, na quarta-feira (24).

O atleta Guilherme Kurtz, campeão das pistas em corridas de 800m e 1.500m, estava nos Estados Unidos participando de competições e aproveitou para viver um dia de torcedor da Seleção Brasileira. O passo-fundense conta que assistir a um jogo de Copa do Mundo era um sonho. “Estar no maior evento de futebol do mundo é fantástico. A organização é muito boa”, salientou.

Conforme Kurtz, sua hospedagem ficava a cerca de 20 quilômetros do Miami Stadium. Para se deslocar até o local da partida, o atleta optou pelo transporte público, utilizando o metrô. “A partir da estação, a organização disponibilizou um ônibus gratuito para os torcedores que estavam no metrô.”

Para chegar com antecedência e evitar possíveis filas, Kurtz saiu do hotel quatro horas antes do início da partida.

Ao chegar ao estádio, o acesso foi tranquilo.

“Havia uma festa muito bacana dos patrocinadores, com interação entre brasileiros, escoceses e torcedores de outros países. Fui surpreendido pelo fato de que muitos fãs de outras nacionalidades vestiam a camisa da Seleção Brasileira”, pontua.

Em relação à segurança, Guilherme Kurtz destacou que se sentiu muito seguro.

“Não vi nenhum problema. Tudo muito tranquilo, sem filas e com ótima organização”, completou.

Dentro do estádio, cada torcedor tinha o assento determinado no ingresso, de modo que ninguém precisou permanecer de pé.

“No meu setor havia muitos escoceses. Fiz amizade com um torcedor que vestia a camisa do Brasil, mas era canadense e vibrou muito com os três gols”, relata.

Relação com a torcida adversária

O clima de Copa do Mundo reduz significativamente a rivalidade entre torcidas. Como estava rodeado de escoceses, a convivência foi amistosa.

“É muito legal que, na Copa, a gente possa torcer, gritar e até ficar bravo com o próprio time sem que isso gere desavenças. Ao fim do jogo, os escoceses me desejaram boa sorte na continuidade da competição.”

Organização excelente

A única fila ocorreu no retorno, quando as 64 mil pessoas deixaram o estádio simultaneamente. Nesse momento, os ônibus que levavam os torcedores de volta às estações de metrô mostraram-se insuficientes, ocasionando espera pela próxima condução.

“Mas nada que diminua a experiência. É fantástico estar em uma Copa do Mundo”, finaliza. Futebol unindo desde o voo Empresário, influenciador digital e ex-jogador de futebol, Sandro Sotilli é outro morador de Passo Fundo que esteve em Miami durante o jogo do Brasil.

Nos Estados Unidos para gravar conteúdos para a internet, Sotilli vivenciou a experiência ao lado de torcedores brasileiros e também da Escócia.

Ele informou que, para sair de Passo Fundo e chegar a Miami, fez o trajeto aéreo entre Porto Alegre, Lima (Peru) e Miami.

“Desde o voo já havia muitos brasileiros, argentinos e colombianos indo para os Estados Unidos em virtude da Copa. Já em Miami, encontrei muitos brasileiros de diversas regiões.

Muita gente com a camisa da Seleção, além de muitos gaúchos de Lajeado, Erechim e Palmeira das Missões. Alguns vieram passear e outros acompanhar a Seleção”, conta.

Além dos torcedores, Miami proporciona o encontro com personalidades como o boxeador Mike Tyson e jogadores campeões do mundo, como Dunga e Bebeto.

Nas ruas e nos bares, a convivência entre diferentes nacionalidades foi excelente, com interação constante. Sotilli também destacou o forte calor em Miami, com temperaturas próximas dos 35°C.

Preços que assustam

Entretanto, viver a experiência de uma Copa do Mundo não é nada barato. Além do custo das passagens, outros valores ficam fora da realidade de muitos torcedores. Conforme Sotilli, “o ingresso para o jogo custava entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Um latão de cerveja saía por cerca de R$ 50, por exemplo. Mas é o preço que se paga para viver a Copa, um evento muito seguro e bem organizado”.

Mesmo com os altos valores, o plano de Sotilli é permanecer nos Estados Unidos e seguir para Houston, no Texas, onde o Brasil atuará na segunda-feira (29).

Impressões da Seleção

Para Sandro Sotilli, o Brasil ainda precisa evoluir.

“O time está melhorando, mas ainda está longe de brigar pelo hexa”, analisa.


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