Greve do judiciário chega ao fim

Após mais de 50 dias paralisados, servidores e Administração do TJ chegam a acordo

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Os servidores do judiciário gaúcho votaram pelo fim da greve. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na tarde de quinta-feira, 14, em Porto Alegre. Eles aceitaram os termos da negociação do Sindijus/RS com a presidência do Tribunal de Justiça. A paralisação durou um mês e meio. Em Passo Fundo, a adesão da greve foi de 100% neste período. 

Os representantes das entidades dos trabalhadores da Justiça haviam se reunido na terça-feira, 12, com o presidente do TJ e integrantes da Administração para negociar os pontos da pauta de reivindicações. Os servidores acertaram que encerrariam a greve, entre outras reivindicações, mediante a devolução dos salários e compensação dos dias paralisados. A Administração concordou com a compensação com devolução até o dia 10 de dezembro dos valores correspondentes aos dias descontados, mediante a remessa de plano de trabalho de cada unidade, para ser encaminhada à Corregedoria-Geral de Justiça. Os dirigentes também solicitaram a suspensão de quaisquer penalidades administrativas aos grevistas que tenham sido encaminhadas pelas comarcas.
Em relação às reivindicações, ficou acordado, com o Tribunal, a constituição de um grupo de estudos permanente para construir um plano de valorização das carreiras dos servidores. O grupo contará com dois representantes de cada entidade participante nas negociações e a primeira reunião já está agendada para o dia 22 de novembro, no gabinete do 3º vice-presidente do TJRS, desembargador Túlio Martins.
Também se definiu pela análise célere do requerimento da Abojeris, pela elaboração e encaminhamento de projeto de lei para a majoração do auxílio-condução dos oficiais de Justiça. Por fim, a Administração prometeu agilidade no processamento interno do pedido de equiparação do auxílio-refeição para servidores e magistrados, a fim de que seja analisado no CODE no dia 19 de novembro e votado pelo Órgão Especial ainda no mês de dezembro.
Uma das pautas, o Projeto de Lei (PL) n° 93/2017, que ameaçava extinguir o cargo de oficial escrevente, não passou pela Assembleia Legislativa, ainda no início de novembro. Os funcionários estavam paralisados desde o dia 24 de setembro.

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