OPINIÃO

Teclando - 02/12/2020

Bandeira vermelha

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· 2 min de leitura
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Bandeira vermelha

Há milênios, as bandeiras são emblemáticas para a humanidade. A visualização desses pedaços de pano pode ter vários significados. Tremulam ao vento para atrair os nossos olhares. Na pandemia, também temos bandeiras como indicativos. Estamos em bandeira vermelha. Emblemática bandeira vermelha que se agita na beira do mar. É sinal vermelho. Um limite que deve ser respeitado. Mas a bandeira vermelha parece desprezada. Os sem máscaras e sem noção desfilam pela cidade. Festinhas aqui e agitações por todos os lados para o desespero da fiscalização. Não faltam baladinhas clandestinas. Mas há baladas, supostamente legalizadas, que estão bombando no centro com filas enormes, reunindo centenas de pessoas e propiciando um leque de confusões. E como fica a contaminação?

Ah, é claro, ainda temos futebol na pandemia. Por quê? Ora, estamos em bandeira vermelha. Será que não sabem o que indica a luz vermelha nos corredores dos hospitais? Lamentavelmente, as redes sociais estão entupidas pelas incitações à desobediência civil. Interesses pessoais e mesquinharias politiqueiras inviabilizam o combate à gigantesca ignorância que assola o ambiente. Ora, peguem suas ideologias extremadas e internem-nas num sanatório. Movam os olhares para os hospitais. Independente de cores e ‘paixões’, não fique por aí dando bandeira.

Aproveitadores

Trânsito, estacionamento, calçadas e utilização de espaços públicos sempre carregam divergências. Ou, no mínimo, expõem dificuldades no convívio social. Há interesses e opiniões, mas isso se resolve com bom senso. O problema é a falta de educação agravada pelo oportunismo. Após as obras, alguns trechos da Avenida Brasil ainda não receberam a pintura da faixa azul, indicativa do estacionamento rotativo. Mas, por dedução lógica, quem é da aldeia sabe muito bem que é área azul. Além disso, muitas placas ainda permanecem sinalizando. Mas os parasitas do oportunismo estão encilhando os carros e lavando a égua nesses espaços. Assim não há rotatividade de veículos, principal argumento para facilitar o acesso ao comércio. De alguma forma, esses aproveitadores merecem ser punidos.

Despedidas

Mais dois amigos que se foram nos últimos dias. Na semana passada, morreu Luiz Alberto Carrão, empresário de tradicional família passo-fundense. Mano foi meu grande parceiro na Mesa 60 do Boka, nos corredores do Batatas ou no balcão do Oásis. Mal deu fôlego para respirar, já soube da morte do Juares Rico Annes, um dos primeiros amigos que fiz em Passo Fundo, lá pelo final dos anos 1970. Era conhecido há época como o Juares da Ford. Foi parceiro de dominó no seleto, porém eclético, grupo que frequentava o Butterfly – inesquecível restaurante do Turis Hotel. O tempo se vai e carrega os amigos.

Para despertar neurônios

É bom não confundir e, principalmente, diferenciar muito bem o que é irretocável daquilo que é intocável. Na maioria dos casos, a intocabilidade é a camuflagem para o telhado de vidro.

Previsões

Chegamos a dezembro e despertou aquela ansiedade pelo Ano Novo. Pessoal me ligando para saber sobre as previsões do Pai Magno. Calma, ainda estamos no conturbado 2020. Mas, como sempre fui um barriga fria, vou adiantando que 2021 será o ano de Iemanjá e... Aguardem!

Iracélio

Iracélio me confidenciou que pretende mudar-se para o Pantanal mato-grossense. Achei estranha a ideia, então ele justificou. “Olha, se é pra ficar aqui no meio do gado, então vou para o Pantanal porque lá o gado pelo menos dá dinheiro”. Sem dúvidas, Iracélio. Sem dúvidas.

Trilha sonora

Da parceria com Capinam, em 1984, João Bosco – Papel Machê


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