OPINIÃO

Teclando - 09/07/2025

A ingenuidade virtual

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A ingenuidade virtual

Estamos com um pé na virtualidade e outro na realidade. Na prática, isso significa estar com um pé no chão e as mãos no celular. Sim, estamos com neurônios emaranhados entre o real e o virtual. É inegável que o metamorfismo está implícito aos seres humanos e, gradualmente, nos conduz às modificações de conduta social e até físicas. Porém, essas alterações não podem contradizer a verdade ou suplantar a lógica. O virtual existe como resultado tecnológico e até como uma possibilidade criada pelo homem. Mas não é real. Eis a fenda que separa a humanidade: o simulado e o palpável. Não há mais discernimento entre o falso e o verdadeiro.

O grande perigo é a manipulação. Não de urnas, mas da plausibilidade lógica. Observo que o pensamento das pessoas está mais para ruminar do que para raciocinar. Há uma ingenuidade virtual implantada nos neurônios naturais que, então, passam a acreditar numa verdade virtual. Ao que me parece, seguem um pensamento entre as linhas de uma falsa verdade. O pior é que eles acreditam piamente numa inverídica inveracidade. E, como agravante, sequer olham para o palpável, notório e autêntico conhecimento. Argumentar com essas pessoas, então, é impossível. Aliás, sequer permitem dialogar.

Amam as redes sociais e, como escravos virtuais, atuam como agentes da falsa verdade. Talvez por status, uma espécie de justificativa do consumismo, idolatram o aparelhinho que têm em suas mãos. Sentem-se como justiceiros de uma suposta modernidade imposta. Estão em um lado do abismo onde vale o absurdo. Já na outra margem desta fenda há uma resistência à insensatez, acenando com a bandeira da racionalidade e defendendo com a lógica o conhecimento humano. Mas isso pouco resolve, pois essa moda virtual não permite que as pessoas caiam na real.

Pegadinhas pegajosas

Já que estamos com o celular na mão, aproveitamos para espiar aquela lista que aparece ao lado da telinha. É uma espécie de feed de notícias. Não sei quem edita, seleciona ou impõem o material. Mas é, nitidamente, mal-intencionado. Aparecem algumas informações que fedem à má-intenção. As chamadas induzem a pensar que fatos ruins ocorreram no Brasil. “Sorveteria popular anuncia falência e fecha lojas”. Li, e soube que é a Oberweis dos Estados Unidos. Tem, ainda, sobre uma rede de supermercados que fechou na Inglaterra, uma grande empresa que faliu na Nova Zelândia e por aí vai. Quem lê só o título, acredita que foi por aqui. E, então, essa é a ideia que fica. Isso é, indiscutivelmente, má-fé.

Jorge Salton

Jorge Alberto Salton é médico-psiquiatra, escritor, cineasta e torcedor fanático do Sport Clube Gaúcho. Da psiquiatria à cinematografia, não tropeça no divã para escrever instigantes roteiros. Jorge é o sujeito que, como diriam antigamente, tem bicho-carpinteiro. Traduzindo aos mais jovens, é um cara que não para quieto. Pois bem, agora ele está preparando a filmagem de um drama: “Amores difíceis, mas não muito”. O interessante em seus filmes é a valorização de Passo Fundo, como cenário, música, atores e costumes. Vira e mexe, Jorge tem um filme novo que está na cara é ‘made in Passo Fundo’. O novo trabalho será rodado em setembro.

As bicicletinhas

A situação das bicicletinhas motorizadas, que circulam em Passo Fundo, já exige uma intervenção legal. E não é apenas pelo barulho insuportável e proposital. Some-se a isso o fato de serem pilotadas por menores. Agem à noite, depois das 23 horas e andam em grupos. Aliás, não andam, correm e realizam arrojadas manobras com suas velozes bicis (bikes em português). E não é apenas isso, pois colocam suas vidas e de terceiros em risco. Os intrépidos bici-motociclistas não utilizam capacete e nem um tipo de sinalização noturna. Tragédia anunciada! Até deixo uma dica para quem atua no trânsito: basta aguardar o esquadrão do barulho na Avenida Brasil entre 23h e 03h. Simples.

Pastelaria

O fedor da pastelaria aqui embaixo não é virtual. É a impura realidade da vaporização de gordura hidrogenada.

Centenário

Sabem, não consigo tirar esse tópico daqui. Então, olho a planilha e constato que o Centenário de O Nacional foi há 20 dias.

Trilha sonora

Francis Lai - A 200 à l'heure


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