O prefeito Pedro Almeida reuniu, nesta sexta-feira (28), representantes da Companhia Riograndense de Saneamento, Corsan, no gabinete para cobrar informações e uma solução para o desabastecimento registrado desde a quarta-feira (26) em diferentes regiões de Passo Fundo. A Prefeitura acompanha a ocorrência desde o início, por meio do Departamento de Saneamento e da Coordenadoria de Água e Esgoto, que vêm monitorando e fiscalizando a situação e as medidas adotadas pela concessionária. A Coordenadoria também notificou a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), que é a agência reguladora, sobre a ocorrência.
Providências necessárias
“Estamos atentos desde o primeiro momento e cobrando da Corsan as providências necessárias. O nosso papel é acompanhar, cobrar e buscar, junto à companhia, uma solução para a população. Enquanto houver moradores sem abastecimento regular, vamos continuar acompanhando a situação e cobrando a normalização do serviço”, destacou o prefeito Pedro Almeida.
Adutora
O problema começou no final da tarde de quarta-feira, após o rompimento de uma adutora na Rua Senador Pinheiro, na saída da Estação de Tratamento de Água (ETA) 2. Por se tratar de uma tubulação estratégica para o sistema, a ocorrência afetou cerca de 40 mil economias. O reparo da rede foi concluído ainda na noite de quarta-feira, mas a retomada do abastecimento vem ocorrendo de forma gradual. Na quinta-feira (27), cerca de 5 mil economias ainda permaneciam impactadas. Ao longo do processo de recuperação, esse número foi reduzido e, nesta sexta-feira, a estimativa é de aproximadamente 1.500 economias ainda afetadas, concentradas principalmente em pontos onde a pressão da rede ainda não foi completamente restabelecida. A expectativa da Corsan é de que o abastecimento esteja normalizado em toda a área afetada até a manhã deste sábado (29).
Tubulação
De acordo com a Corsan, o principal desafio após o conserto foi a identificação de bolsões de ar na tubulação. Como o sistema precisa permanecer em carga, ou seja, com água circulando durante a recuperação, a retirada do ar e a regulagem da pressão precisam ser feitas de maneira gradual. Uma pressurização abrupta poderia provocar novas rupturas e ampliar o problema. O gerente regional de Relações Institucionais da Corsan, Aldomir Santi, explicou que as equipes da companhia estão atuando justamente nesses pontos. “O problema principal está nesse trecho entre o ponto de partida da água e aproximadamente a região da Avenida Brasil, onde foram identificados pontos altos que dificultam a expulsão do ar da rede.” A empresa instalou dispositivos para retirada do ar da canalização principal em diferentes pontos, entre eles as ruas Senador Pinheiro, Fagundes dos Reis e Bento Gonçalves.
Canais
A orientação da Corsan é que moradores que ainda estejam sem água ou identifiquem alterações no fornecimento registrem a ocorrência pelos canais oficiais. Os chamados ajudam a companhia a localizar os pontos onde a pressão ainda não foi recuperada e direcionar as equipes. As solicitações podem ser feitas pelo WhatsApp (51) 99704-6644, pelo telefone 0800 646 6444, pelo aplicativo Corsan ou pela Agência Virtual.


