OPINIÃO

Conjuntura Internacional

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De tanto amadurecer em um governo, com eleições flagrantemente fraudadas e toda a sorte de um ditador deprimente, Maduro apodreceu, ficou preso no galho, fermentou, contaminou e destruiu tudo ao seu redor. Uma hora a conta chega. Tentou, infrutiferamente, enviar uma carta de “colaboração” aos EUA, que, imagino, deve ter promovido gargalhadas entre Trump, Rubio e sua equipe. A questão é de segurança nacional: Maduro é líder de cartel de drogas, e essas chegam ao território americano por diversas rotas e parceiros de crime. Simbolicamente, Corina Machado, uma das principais líderes da oposição na Venezuela, concedeu apoio irrestrito a Edmundo González, o verdadeiro vencedor das eleições, atestado não apenas pelas multidões nas ruas em seu apoio, mas também por todas as organizações internacionais de controle eleitoral. Neste exato momento, ocorrem muitas operações de inteligência americana em solo venezuelano [com desdobramentos potencialmente letais]. Maduro está em seu bunker (uma fortificação montada que parece mais um estúdio de novela de mau gosto).

Operação em terra

Os EUA possuem uma frota e equipamentos que poderiam, em poucos dias, iniciar uma incursão terrestre a partir da divisão anfíbia Iwo Jima. Donald Trump não descarta uma ação em terra, uma vez que o objetivo está dirigido à atuação dos cartéis. No mar, o apoio não poderia ser maior: destroieres, cruzadores, anfíbios, submarinos nucleares e aeronaves em Porto Rico de última geração – um poderio militar verdadeiramente poderoso. Há o estudo corrente do envio de bombardeiros B-52, o que reforça ainda mais futuras incursões. Em uma operação terrestre, a mira estaria nas principais autoridades de apoio direto ao regime e aos cartéis, sendo Maduro o principal alvo, o que abriria uma janela de oportunidade para mudança de regime, com massivo apoio popular. Basta lembrarmos das imagens de apoio a González e sua aliada, Corina Machado. No mar, os EUA já bombardearam uma série de barcos carregando drogas.

As operações e a influência

Outro aspecto que está além da segurança nacional americana em relação ao tráfico internacional de drogas é justamente a retomada de sua zona de influência nas Américas (abandonada por Biden), o que abriu espaço de influência ao consórcio russo-chinês. O recado é claro: a partir de agora, a América Central e, principalmente, a América Latina não estarão mais sob influência militar russo-chinesa. Convém lembrar que alguns países latino-americanos são praticamente protetorados chineses e russos e recebem forte apoio militar. Um eventual cenário de transição de regime na Venezuela traria esperança ao país; todavia, o combate aos cartéis deve permanecer com força e vigor. Bukele, líder de El Salvador, só conseguiu mudar drasticamente o seu país – onde o homicídio é praticamente zero – quando descobriu que, sem demover os governos, o crime organizado (infiltrado em todas as áreas) é quase impossível de erradicar. A criminalidade deve ser tratada como terrorismo. Enquanto isso, Lula, em seu último discurso na ONU, afirmou que a criminalidade não pode ser encarada como terrorismo (traficantes que usam armas melhores que o nosso próprio exército). Das águas internacionais do Caribe, muitas notícias boas podem surgir e, ao povo venezuelano, a esperança de uma nova vida, com liberdade, emprego, saúde e alimentação.

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