OPINIÃO

PÁSCOA SEGURA PARA O CONSUMIDOR

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Com a proximidade da Páscoa, a combinação entre chocolate e entretenimento volta a dominar as prateleiras e o imaginário infantil. Os pais e mães sabem que a preferência dos filhos é pelos ovos de chocolate com brinquedos. No entanto, o que é motivo de alegria pode esconder riscos se não houver atenção redobrada dos pais. Órgãos de proteção ao consumidor, como o Procon, reforçam a necessidade de cautela na escolha de ovos que acompanham brindes.

O PERIGO DAS PEÇAS PEQUENAS

A principal preocupação das autoridades de saúde e defesa do consumidor reside nos acidentes domésticos, especialmente sufocação e engasgamento. Casos envolvendo peças soltas ou mal projetadas não são raros e reforçam a importância de verificar a classificação indicativa de cada produto. Segundo o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), cerca de 5% dos acidentes de consumo registrados envolvem crianças e brinquedos. E o engasgamento é uma das principais causas de mortalidade infantil por acidentes no país. Mais de 94% dos casos de asfixia por engasgo ocorrem em crianças menores de sete anos. 

FIQUE ATENTO

A embalagem deve apresentar, obrigatoriamente, informações claras sobre a faixa etária recomendada e os selos de certificação de segurança. Para garantir que a celebração ocorra sem imprevistos, especialistas recomendam observar três pontos fundamentais antes de chegar ao caixa: Selo do Inmetro, que garante que o brinquedo passou por testes rigorosos de resistência e toxicidade. Em segundo lugar, a indicação etária, com o devido respeito a idade sugerida para evitar peças que possam ser engolidas. E, por fim, o estado da embalagem. Verifique se não há violações que exponham o brinquedo ou comprometam a qualidade do alimento. Além dos cuidados no ato da compra, a orientação é que o consumo e o manuseio dos brindes sejam sempre supervisionados por adultos, assegurando que o foco da data permaneça na diversão e na segurança das crianças.

AZEITE DE OLIVA

A comercialização do azeite de oliva da marca San Olivetto foi proibida pelo governo federal. A agência reguladora identificou que os produtos têm origem desconhecida e irregularidades nas empresas responsáveis pela importação e distribuição da marca. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, “o rótulo do produto indica como importadora a empresa Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda, mas o CNPJ da companhia está suspenso por inconsistência cadastral desde 22 de maio de 2025 junto à Receita Federal”. O azeite tem anúncios nos sites da Shopee e do Mercado Livre. A Anvisa esclareceu que casos de irregularidades envolvendo azeites têm sido recorrentes no país, especialmente relacionados a produtos com origem desconhecida, rotulagem irregular ou suspeita de adulteração. A orientação é que os consumidores evitem adquirir produtos sem procedência clara ou vendidos por canais informais.

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