Presos mais quatro envolvidos na organização criminosa

Em Marau, a Defrec faz novas apreensões e prisões de envolvidos na quadrilha que roubava carros e os trocava por contrabando do Paraguai

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Eder Calegari/ON

Três homens e uma mulher foram presos no final da manhã de ontem, em Marau, acusados de integrar a quadrilha que roubava carros na região para trocar por mercadorias contrabandeadas do Paraguai, que havia sido desmantelada pela Polícia Civil na manhã de quarta-feira (4). Os quatro detidos foram recolhidos ao Presídio Regional de Passo Fundo e devem responder por crime de formação de quadrilha e contrabando. A ação foi da Defrec (Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas) com apoio da Delegacia de Marau.

Na operação, os policiais encontraram em um motel às margens da ERS-324, duas camionetes carregadas com cigarros contrabandeados. Foram mais de 3 mil pacotes apreendidos, que estavam escondidos nos veículos. Segundo as informações da polícia, a mercadoria servia como moeda de troca e seria entregue à quadrilha em permuta aos automóveis que eram roubados na região de Passo Fundo. Cada caixa de cigarros, com 50 pacotes, adquirida no Paraguai por R$ 231, era revendida no comércio local por pelo menos R$ 434. O valor da carga renderia a quadrilha mais de R$ 26 mil.

Veículos apreendidos e prisões
A Defrec também apreendeu as duas camionetes, uma Saveiro Surf com placas de Rosário do Sul e uma Fiat Strada com placas de Curitiba (PR). Os dois motoristas foram presos. O proprietário da carga foi encontrado em um hotel na saída para Vila Maria e também foi preso. O carro dele, um Astra com placas de Cascavel (PR) foi apreendido pela polícia. Uma mulher que acompanhava o trio também foi detida e autuada. Todos moravam em Foz do Iguaçu (PR).

A operação de quarta-feira
Quinze pessoas foram presas na manhã de quarta-feira na megaoperação da Polícia Civil. Elas são acusadas de integrar a quadrilha especializada no roubo de carga e de automóveis na região, principalmente em Passo Fundo. Foram dezenas de crimes apurados pela polícia desde o mês de maio, todos cometidos pela organização criminosa. Em muitos dos casos, as vítimas eram feitas reféns, e até agredidas, e depois liberadas em locais ermos.
Os carros eram previamente encomendados para a quadrilha que, depois de identificar as possíveis vítimas, agia atendendo as especificações de modelo, marca e cor. Trabalharam na Operação Lagoão, 17 delegados e 118 agentes da Polícia Civil de diversas delegacias de Passo Fundo e de cidades vizinhas. Foram empregadas 40 viaturas. A polícia cumpriu dez mandados de busca e apreensão e 15 de prisão preventiva. Com a ação de ontem sobe para 19 o número de presos envolvidos na quadrilha.

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