Gerson Urguim/ON
Agentes da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (defrec), coordenados pelo delegado Adroaldo Schenkel prenderam, no final da tarde de terça-feira (9), duas mulheres acusadas de tráfico de drogas na Rua Guilherme Morche, na Vila Tupinambá.
O local vinha sendo monitorado pelos policiais há cerca de três meses e registrava grande movimentação de usuários. Durante o período de investigações os policiais realizaram apreensões de entorpecentes adquiridos pelos usuários no ponto de tráfico.
Antes de efetuarem as prisões, os policiais ainda flagraram seis usuários indo até a residência para adquirir a droga. No momento da abordagem dos policiais, foram presas uma mulher de 55 anos e a filha dela de 26. Na residência foram encontradas algumas pedras de crack já fracionadas e uma pedra maior que ainda seria dividida para a comercialização. O total de droga apreendida seria suficiente para produção de cerca de 300 pedras.
Além da droga os policiais também apreenderam R$ 1.500 em dinheiro. De acordo com informações da polícia, na casa ainda haviam crianças que ficavam em contato direto com os usuários, com a droga e presenciavam a comercialização dos entorpecentes. As crianças ficaram sob a guarda de outra filha da acusada.
Também conforme a polícia, nas proximidades do ponto de tráfico ocorriam vários furtos praticados pelos usuários para a aquisição do crack. Segundo o delegado Schenkel, atualmente os pontos de tráfico praticamente abandonaram o comércio de outros entorpecentes, como cocaína e maconha. “Nas apreensões anteriores com os outros usuários foram somente de crack. A grande diferença em relação às outras drogas é o lucro que o crack gera, especialmente em função do pouco volume que a droga faz e pelo preço baixo. Já a cocaína é muito cara e a demanda de usuários é bem menor, e em caso de apreensão de uma carga o prejuízo financeiro ao tráfico é muito grande. Este pequeno volume que foi apreendido, que pode ser escondido na mão, é avaliado em R$ 3 mil”, disse.
As acusadas foram encaminhadas à Defrec, onde foram ouvidas e posteriormente recolhidas ao Presídio Regional de Passo Fundo.

