Travestis armados cometem assalto na Petrópolis

Local registra movimento de profissionais do sexo durante todo o dia, mas não havia ainda ocorrência de crime desta natureza

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

Na noite de quinta-feira (31), dois travestis assaltaram um homem de 33 anos na Avenida Brasil no bairro Petrópolis. A vítima se dirigia a pé até a parada de ônibus que fica em frente ao Cais após sair do trabalho e passou pela dupla que estava parada próximo ao ponto de ônibus.
Após passar pelos dois, a vítima foi rendida com um revólver na nuca enquanto outro travesti roubava-lhe a carteira, um par de tênis, o telefone e a camiseta do Grêmio que vestia. Depois do roubo, a dupla fugiu em direção aos fundos Cais. O caso será investigado pela 2ª Delegacia de Polícia.

Brigada Militar identificará travestis e transsexuais que trabalham nas ruas

Diariamente é possível notar a presença dos profissionais do sexo que fazem da região seu ponto de trabalho. A região registra esse movimento há anos, porém casos como estes não acontecem com frequência.

Segundo o subcomandante do 3° RPMon da Brigada Militar, major Eriberto Branco, este tipo de ocorrência é pouco comum em Passo Fundo. “Vamos identificar estas pessoas que ficam nas regiões de atuação dos travestis. É preciso saber quem está ali para que este tipo de situação não se repita”, disse.

Os pontos que concentram travestis e transsexuais em Passo Fundo são próximos à Estação Rodoviária, especialmente na Rua Moron, próximo ao cruzamento com a Rua Coronel Camisão, na Avenida Brasil, na mesma região, e próximo à ponte do Rio Passo Fundo, nos fundos da rodoviária. O subcomandante do 3° RPMon também afirmou que não existe a proibição do fato de o os travestis e transsexuais utilizarem os pontos para angariar clientes e realizar seus programas. “O que eles não podem fazer é expor a genitália, mostrar partes do corpo, urinar na rua, isto sim, é proibido. Eles também não podem realizar a abordagens dos clientes”, explicou.

Quanto à questão da criminalidade envolvendo este grupo social, o major afirma que muitos travestis e transsexuais portam armas para se defender de possíveis ataques nas ruas. “Neste caso, especificamente, os autores estavam armados com um revólver, o que é muito grave. vamos utilizar o policiamento para abordar estas pessoas e verificar se estão armadas”, finalizou.

O que dizem os transsexuais
Para a transsexual conhecida como Júlia, de 23 anos, e que trabalha há oito anos como acompanhante, este tipo de caso é pouco comum entre os travestis e transsexuais, mas, de acordo com ela, existem sim, pessoas que praticam crimes. “Conheço todas as transsexuais aqui e conheço muitos que estão ali para assaltar. Mas assalto a pedestre eu nunca tinha ouvido falar, é um absurdo”, disse.

Também de acordo com Júlia, os pontos utilizados pelos travestis são antigos e foram definidos há muitos anos. “Cada um fica no seu lugar, as áreas são pré determinadas. Mas uma situação como esta faz com que os outros, que trabalham corretamente acabem pagando por isto”, contou.

Gostou? Compartilhe