Quatro são presos por assalto a banco em Faxinalzinho

Crime aconteceu no início de agosto; mandados foram cumpridos em Passo Fundo, Nonoai e Erechim

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Foram roubados mais de R$ 151 mil de agência. Dinheiro foi recuperado no mesmo dia do crimeForam roubados mais de R$ 151 mil de agência. Dinheiro foi recuperado no mesmo dia do crime
Foram roubados mais de R$ 151 mil de agência. Dinheiro foi recuperado no mesmo dia do crime
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As Delegacias de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Erechim e Passo Fundo deflagraram na manhã desta quarta-feira (2) a Operação Impetus, que prendeu quatro suspeitos de participarem do assalto a uma agência bancária de Faxinalzinho, no dia 9 de agosto deste ano. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva nas cidades de Passo Fundo, Nonoai e Erechim, expedidos pela Vara Judicial da Comarca de São Valentim/RS. Os presos foram encaminhados ao Presídio Estadual de Erechim.

 

Segundo o delegado Diogo Ferreira, titular da Draco de Passo Fundo, o grupo estava sendo investigado desde o mês de maio deste ano, o que permitiu a polícia frustrar pelo menos dois roubos a estabelecimentos bancários da região. Ele também não descarta a possibilidade do grupo estar relacionado a outros assaltos a bancos em cidades próximas, e traça a correlação dos indivíduos com os casos.

 

As investigações apontaram que a associação criminosa era composta por indivíduos das cidades de Passo Fundo, Erechim e Nonoai, e que boa parte dos integrantes não possuíam antecedentes policiais por roubos, mas que acabaram se unindo e pegando experiência com outros indivíduos que já praticavam roubos – que atualmente estão presos ou mortos.

 

Crime

 

 

O crime aconteceu na manhã de segunda-feira, 9 de agosto, quando o grupo chegou armado a uma agência bancária do Banrisul.  No mesmo dia, dois indivíduos foram presos e com eles foram apreendidos mais de R$ 151 mil, uma espingardas calibre 12, dois fuzis calibre 5.56 e um revólver calibre .38.

 

Após o assalto, o grupo levou duas pessoas como reféns, e atirou contra uma guarnição da Brigada Militar, localizada próxima à agência. O grupo fugiu em um VW/Space Fox, de cor preta, em direção a Nonoai.

 

Entre os municípios de Nonoai e Trindade, um caminhão foi abordado por agentes do 3º Batalhão de Choque (3º BPChoque). Nele estavam a espingarda calibre .12, dois fuzis calibre 5.56, um revólver calibre .38, várias munições e os R$ 151.884 em dinheiro. Nessa ocasião, o primeiro suspeito foi preso e o material recolhido para ser apresentado à Delegacia de Polícia Civil de Nonoai.

 

O segundo suspeito foi detido no município. Conforme informações da Polícia Civil de Nonoai, os reféns foram liberados e não estavam machucados. 

 

Investigação

 

Assim que as autoridades tomaram conhecimento do roubo, a Draco de Passo Fundo repassou para a Draco de Erechim informações sobre indivíduos que estavam sendo investigados e que poderiam estar envolvidos no caso. Isso, de acordo com a Polícia Civil, facilitou a prisão dos dois indivíduos no mesmo dia do crime pela Brigada Militar.

 

De acordo com o delegado Gustavo Ceccon, da Draco de Erechim, o grupo dividiu as tarefas para obter êxito no crime. Alguns atuaram na linha de frente, invadindo e roubando a agência , enquanto outros participaram da logística, fornecendo o suporte necessário para garantir o sucesso da empreitada criminosa.

 

As investigações continuam para descobrir se existem outros indivíduos participantes do grupo.

 

Participaram da operação 42 policiais civis, dois delegados de polícia e 14 viaturas.

 

De acordo com Ferreira, o nome da operação, Impetus, é pela palavra ter origem no latim e querer dizer “ação impetuosa”, sobre o uso de extrema violência, forma como agiram os indivíduos.

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