Bruno Todero/ON
Os três principais candidatos ao Governo do Estado, José Fogaça (PMDB), Tarso Genro (PT) e Yeda Crusius (PSDB), ainda estão tímidos na campanha pela internet. Mesmo com as regras já estipuladas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o que pode e o que não pode nas páginas eletrônicas, nos dois primeiros dias de campanha os políticos preferiram adotar uma postura de cautela. Nenhum dos três usou de ferramentas da rede, como o Twitter (a rede mundial de microblogs que permite mensagens de até 140 caracteres), por exemplo, para pedir votos, como aconteceu com o vice na chapa do PSDB a Presidência, Índio da Costa, fato que está sob análise do TSE e que pode render multa em dinheiro ao partido.
No caso de Fogaça, ele é o único dos três que não possuía, até ontem, site pessoal, blog ou mesmo perfil no Twitter. O deslize é, pelo menos em partes, amenizado pelo uso massivo das ferramentas pelo seu vice na chapa, Pompeo de Mattos (PDT), que atualiza as informações conforme cada passo da campanha.
Tarso Genro, assim como Pompeo, também entrou de cabeça na campanha pela rede mundial de computadores. O candidato possui site próprio e atualiza diariamente o seu perfil no Twitter. Em uma das mensagens postadas, declarou que a “campanha começava a demonstrar a força da militância”. Seu vice, Beto Grill (PSB), aproveita da mesma forma as ferramentas gratuitas e divulga informações como as propostas e a agenda da campanha.
A governadora Yeda Crusius (PSDB), por sua vez, além de contar com o site oficial do Governo do Estado para divulgar suas ações, possui um blog particular e um perfil no Twitter, atualizado em média uma vez por dia, porém sem informações da campanha. A internet também é território pouco explorado pelo vice, Berfran Rosado (PPS), que lançou perfil no Twitter apenas na segunda-feira (05), dia que marcou o início oficial da campanha.
Já Pedro Ruas (Psol) também não se manifestou, em seu Twitter, sobre a campanha eleitoral.
Restrições na internet
Na internet a campanha eleitoral possui regras próprias, mas está liberada. Os pedidos de votos podem ser feitos explicitamente, com a divulgação dos respectivos números de candidaturas. Contudo, a propaganda paga na internet é proibida. Os debates podem ocorrer em blogs, redes sociais e sites. Também estará liberada a propaganda por meio e-mail e mensagens de celular de internautas cadastrados pelo candidato. Quem se cadastrar e se arrepender, deve ter o direito de descadastramento atendido em 48 horas. O que os candidatos não podem é usar de sites pessoais para denegrir a imagem de adversários ou partidos. Excessos na rede podem ser punidos com multa e direito de resposta e até em processo judicial por crimes como calúnia, injúria e difamação.
Caso o internauta ou candidato flagre qualquer material ofensivo deve se dirigir aos canais de denúncia, entre eles o Ministério Público, que tem espaço exclusivo para receber esse tipo de reclamação. Se a irregularidade for confirmada, o TRE dá continuidade à investigação.


