OPINIÃO

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A liminar obtida pelo pré-candidato a prefeito Rodinei Candeia, PSL, suspendendo a eficácia da resolução da comissão provisória estadual do partido, restabelece a autonomia das executivas municipais para definir seus candidatos e alianças às eleições municipais deste ano, mas não encerra a disputa judicial que pode invadir a campanha. Pela liminar, as comissões municipais não precisam submeter suas decisões à aprovação da comissão estadual, como determinava a resolução (matéria na página 4). Para Candeia, o desgaste é desnecessário e mesquinho, “enquanto poderíamos estar tratando de projetos para Passo Fundo e trabalhando para uma candidatura viável. “Jamais pensei em passar por esta situação. Nem preciso. Estou me propondo a passar por isso, por uma questão de dignidade e por não concordar com este tipo de conduta na política”, disse.



O que pode acontecer

É bem provável que o presidente estadual do PSL, Nereu Crispim, recorra da decisão. Se não obtiver êxito em restabelecer a resolução que lhe dá plenos poderes para aprovar e desaprovar candidaturas e alianças nos municípios, poderá intervir na comissão municipal de Passo Fundo, nomeando nova executiva depois de encerrado o mandato de Candeia à frente do partido, no dia 27 de agosto. O pré-candidato chegou a pedir judicialmente prorrogação do mandato da executiva, mas em primeira instância não conseguiu. Recorre desta decisão. As convenções podem ser realizadas, de forma remota, a partir do dia 31 de agosto, segundo o calendário eleitoral. A disputa judicial no PSL dá sinais de que irá se estender.



Carta

Rodinei Candeia não é carta fora do baralho. A repercussão desta disputa interna vai respingar na campanha eleitoral, mais fortemente na candidatura de Lucas Cidade, pois toda a movimentação, ora judicializada, se dá em torno do apoio que o PSDB quer do PSL. Candidato ou não, Candeia estará ativo na campanha e seu aliado é Valdair Gomes de Almeida, PL, a quem deve apoiar, caso não concorra.



Assédio

O PSL é o partido mais assediado nestas eleições. Depois do PT, é o que terá o maior volume recursos para financiamento de campanha: R$ 193,7 milhões, além de preciosos 2,8% do tempo de propaganda de rádio e TV. Esta semana, as direções estaduais do PSL e PSDB anunciaram a coligação em 14 cidades gaúchas que incluem os principais colégios eleitorais como Porto Alegre, Caxias, Pelotas e Santa Maria. No outro grupo está Passo Fundo.



E as mulheres?

Com Celso Dalberto anunciado pré-candidato pelo PSOL, agora são nove os nomes que pretendem concorrer à Prefeitura de Passo Fundo. Nas chapas majoritárias apenas uma mulher é pré-candidata e a vice-prefeita na coligação com o PCdoB. É Valquíria Bispo, do PT.



Rápidas

PDT fará sua convenção virtual no dia 4 de setembro, uma sexta-feira. A votação será por aplicativo e a validação através de ata. A comunicação dos resultados das convenções do PDT e PP e demais partidos da aliança será através de uma live nas redes sociais como Facebook e Instagram.

O PCdoB já contratou agência e produtora. Ambas de Passo Fundo. Junto com a coordenação de comunicação está montando a estratégia da campanha. Partido estará coligado com PT e Rede e ainda espera atrair o PSOL.


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