Procedimento inédito no Hospital de Clínicas

Ressecção de ameloblastoma é realizada com sucesso e técnica inovadora permitiu a reconstrução imediata de extensa área mandibular

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 Considerado relativamente raro, o ameloblastoma é um tumor que se desenvolve na região da mandíbula e possui grande interferência na qualidade de vida do paciente. “O ameloblastoma é um tumor de origem epitelial que representa em torno de 23% dos tumores odontogênicos (aqueles derivados de estruturas dentárias). É localmente invasivo, agressivo e com uma taxa de recidiva de até 50%. Geralmente é assintomático nos estágios iniciais. Normalmente seu diagnóstico é feito de forma tardia, já com grandes proporções quando surgem os sintomas de dor, inchaço e desconforto local.” explica o cirurgião bucomaxilofacial, que atua no Hospital de Clínicas de Passo Fundo, Dr. Renato Sawazaki.

Ameloblastoma e prótese

Um procedimento inédito na instituição para ressecção de ameloblastoma com implantação de prótese sob medida foi realizado com sucesso no HCPF em dezembro de 2019. A técnica permitiu a reconstrução imediata de uma extensa área mandibular, reduzindo as sequelas estéticas e funcionais ocasionadas pelo tumor. Renato Sawazaki esclarece que o procedimento inovador na área foi realizado pela primeira vez no HC com utilização de uma prótese de grande extensão. “Geralmente a ressecção de tumores como o ameloblastoma acarreta em importantes sequelas estéticas e funcionais. Neste caso específico, a paciente perdeu, devido o tumor, a metade direita da mandíbula (corpo, ângulo, ramo ascendente e ATM). Isto geraria uma sequela mutilante na face comprometendo a mastigação, deglutição, fala, mímica e estética facial de uma jovem. A paciente foi beneficiada por uma cirurgia que tratou de fato um dos mais agressivos tumores benignos da face sem gerar deficiências importantes. As únicas sequelas de todo procedimento foram a parestesia (perda de sensibilidade) do lábio inferior direito e dos dentes do lado direito da mandíbula e a perda de quatro elementos dentários envolvidos no tumor”, avalia o cirurgião.
(matéria completa na edição impressa)

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