O Programa Rumo Certo, da Prefeitura de Passo Fundo, completa 210 dias de atuação com resultados que mostram o avanço da rede municipal de atendimento às pessoas em situação de rua. Coordenado pela Secretaria de Cidadania e Assistência Social (Semcas), o programa conta com o apoio das secretarias de Saúde, Segurança e Transportes e Serviços Gerais, integrando diferentes áreas do Município para ampliar o acolhimento, o atendimento e as possibilidades de reinserção social. Com 210 dias de atuação, o Rumo Certo realiza uma estratégiabaseada em abordagem, acolhimento, acompanhamento e construção de oportunidades, buscando ampliar as possibilidades de saída qualificada da situação de rua e fortalecer a autonomia das pessoas atendidas.
Abordagens
Desde o início das ações, em fevereiro, foram realizadas 1.432 abordagens sociais, com encaminhamentos definidos a partir da realidade e das necessidades de cada pessoa. A proposta é que a abordagem nas ruas seja o início de um processo que pode envolver acolhimento, atendimento de saúde, tratamento, reconstrução de vínculos familiares, retorno à cidade de origem e acesso a oportunidades de trabalho.
Retomada
Entre os resultados dos primeiros 210 dias, 191 pessoas receberam passagens para retornar às suas cidades de origem, possibilitando a reaproximação com familiares e redes de apoio. Outras 125 foram encaminhadas para internações hospitalares ou em comunidades terapêuticas, conforme as necessidades identificadas pelas equipes. A retomada da autonomia também passa pelo acesso ao trabalho. Nesse período, 66 pessoas foram encaminhadas ao mercado de trabalho, fortalecendo uma das estratégias do programa para que os atendidos possam reconstruir suas trajetórias e recuperar a independência financeira.
Caminhos de transformação
“O Rumo Certo foi pensado para oferecer caminhos reais de transformação. Cada abordagem é uma oportunidade de escutar, entender a realidade daquela pessoa e apresentar possibilidades. Nem todos os casos têm a mesma solução, por isso trabalhamos com diferentes alternativas, desde o acolhimento e o tratamento até o retorno para a cidade de origem e a inserção no mercado de trabalho”, destaca a secretária de Cidadania e Assistência Social, Elenir Chapuis.
Acolhimento e atendimento
A estrutura de atendimento também apresenta números expressivos. O Centro POP registrou 3.665 atendimentos no período, oferecendo escuta, orientação, encaminhamentos e acesso a serviços para a população em situação de rua.
Na Casa de Passagem, foram contabilizados 5.835 pernoites e 24.862 refeições. O espaço oferece acolhimento provisório, alimentação, higiene e segurança, funcionando como uma das portas de entrada para a rede de proteção social.
A atuação integrada envolve ainda os serviços de saúde, incluindo a rede de saúde mental, além da participação das áreas de segurança e serviços gerais. A proposta é unir cuidado social, atendimento de saúde e organização dos fluxos para que cada pessoa possa receber o encaminhamento adequado.


