Como está sua saúde mental?

A qualidade da saúde mental está relacionada também ao bem-estar físico! Saiba quais são os hábitos que irão te ajudar a cuidar das suas emoções

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 Embora algumas pessoas associem a saúde mental exclusivamente a ausência de doenças psíquicas, este conceito é muito mais abrangente, conforme explica o médico psiquiatra, que atua no Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes, Bernardo Dias Tams.  

“Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a definição de saúde mental se dá a partir de um completo estado de bem-estar físico, mental e social, onde o indivíduo é capaz de expressar, em sua plenitude, as suas capacidades psíquicas. Deve-se salientar que este conceito não implica, necessariamente, na ausência de doenças ou enfermidades mentais, mas, sim, nas capacidades de cada pessoa enfrentar estressores da vida cotidiana, capacitando-se a trabalhar, conviver em sociedade e produzir de forma adequada e satisfatória. Por fim, deve-se entender a saúde mental como algo essencial ao bom funcionamento global do ser humano, tanto física quanto comportamental.” 

 

Saúde mental durante a pandemia  

Durante o contexto de pandemia, por exemplo, algumas situações podem desencadear uma série de emoções negativas. A habilidade de enfrentar estes novos desafios e mudanças na rotina de forma equilibrada também possui relação com a saúde mental. 

“Situações pontuais de aumento da ansiedade, irritabilidade, medos, inseguranças, sentimentos de tristeza e desesperança, eventuais alterações no padrão de sono, incertezas em relação ao futuro profissional e financeiro do núcleo familiar, bem como à própria saúde e dos seus familiares, em especial àqueles inseridos nos chamados grupos de risco são reações esperadas em um contexto de pandemia. Salienta-se que estas alterações não significam, via de regra, o surgimento de uma patologia psíquica e a necessidade de imediata procura por ajuda profissional, pois muitos destes sintomas podem ser transitórios, reacionais a situações específicas vivenciadas e, até mesmo, esperados a algum momento peculiar enfrentado.” enfatiza Dr. Bernardo. 

 

Quando buscar auxílio profissional?  

“Tal como citado acima, todos estes sentimentos podem significar algo reacional esperado à situação, sem uma conotação patológica, necessariamente; contudo, quando a intensidade dos sintomas, a duração dos mesmos, o grau de sofrimento psíquico e a intensidade da interferência deste quadro no funcionamento global do indivíduo ou daqueles que o cercam - sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho - se tornam demasiadamente acentuados, a busca por um profissional de saúde mental - psicólogo ou psiquiatra, por exemplo - deve ser feita o mais breve possível, com o objetivo de fornecer a escuta, o apoio e o tratamento necessários à situação, minimizando sofrimentos e prejuízos funcionais àquela pessoa.” orienta o médico psiquiatra.

O especialista relaciona algumas recomendações importantes para o cuidado com a saúde mental. “Cuidados básicos como a busca por lazer, atividades que tragam bem estar psíquico, fortalecimento dos núcleos familiares e das relações socioafetivas (mesmo que por meios virtuais), atividades físicas regulares, alimentação regrada e uma adequada manutenção da rotina de sono tornam-se aliados imprescindíveis à manutenção do bem estar psíquico de todos nós. Além do mais, as pessoas que já realizam algum tipo de acompanhamento e/ou tratamento em saúde mental - seja através de tratamentos farmacológicos, seja através de tratamentos psicoterápicos ou da associação de ambos -, urge que se mantenham em contínuo acompanhamento profissional, a fim de se manter a saúde psíquica em dia, o que é fundamental para o bom funcionamento global do nosso organismo”, pontua Bernardo Dias Tams, médico psiquiatra.


Campanha Janeiro Branco 

 “A Campanha “Janeiro Branco” - uma ação que ocorre desde 2014, seguindo os estilos das Campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul - tem o objetivo de chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas, gerando debates e conhecimentos a todos, bem como influenciando e estimulando os mais diversos temas e tabus relacionados à saúde mental na vida de todos nós. A saúde mental deve ser extensamente discutida e os tabus quebrados para que possamos ter qualidade de vida e minimizar as consequências destas importantes e tão comuns patologias.” finaliza.  

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