Métodos terapêuticos como aliados da saúde

Liga Acadêmica da UPF desenvolve ações por meio da espiritualidade e de práticas integrativas e complementares

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Escalda-pés está entre as Práticas Integrativas e Complementares que auxiliam na saúde aliviando sintomas de estresse e ansiedade (Foto: Tainá Binelo)Escalda-pés está entre as Práticas Integrativas e Complementares que auxiliam na saúde aliviando sintomas de estresse e ansiedade (Foto: Tainá Binelo)
Escalda-pés está entre as Práticas Integrativas e Complementares que auxiliam na saúde aliviando sintomas de estresse e ansiedade (Foto: Tainá Binelo)
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Ao som de uma música tranquila, com o corpo sentado em uma cadeira, as mãos sobre as pernas e os olhos fechados, os pés são mergulhados em um recipiente com água morna, sal grosso e ervas medicinais. Não demora muito para que a energia sentida nas cerca de 70 mil terminações nervosas existentes nos pés se espalhe por todo o corpo, proporcionando equilíbrio e relaxamento. É dessa forma que inicia a prática de escalda-pés, um recurso terapêutico antigo, que oferece diversos benefícios, como aliviar sintomas de estresse e ansiedade. A técnica realizada com os integrantes do Centro de Referência e Atenção ao Idoso (Creati/UPF), nesta quinta-feira, 2 de setembro, marcou o retorno presencial das atividades da Liga Acadêmica em Saúde, Espiritualidade, Práticas Integrativas e Complementares da Universidade de Passo Fundo (Lasepics/UPF).

Desde 2019, a Lasepics, vinculada à Faculdade de Medicina, desenvolve com os acadêmicos dos cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia, Psicologia e Fisioterapia ações integradas de ensino, pesquisa e extensão de forma articulada a temáticas de espiritualidade e práticas integrativas e complementares, que buscam a prevenção de doenças e a recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

Por meio de projetos de pesquisa e encontros com debates de artigos acadêmicos, os quinze ligantes que integram o grupo discutem os tratamentos inclusos nas Práticas Integrativas e Complementares (Pics) e decidem os próximos temas a serem abordados e colocados em prática nas oficinas, que estão programadas para ocorrer quinzenalmente em parceria com o Creati. “As práticas integrativas e complementares são uma forma de descoberta e autoconhecimento. Nosso corpo é composto pela camada física, que se cura com curativos, remédios, cirurgia, mas também somos seres espirituais, com a camada da alma, que são nossos sentimentos, nossos traumas. Essa camada, muitas vezes, para ser curada, não necessita de remédios, então nesses casos as práticas servem para curar essas feridas”, comenta a acadêmica de Medicina e presidente da Lasepics, Sabrina Bernardi.

Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC/SUS), há alguns anos. “Nosso intuito com as ações da Lasepics também é de verificar se essas práticas integrativas estão acontecendo, como elas são implementadas nos municípios, na faculdade e de que forma elas são aplicadas pelos profissionais nos pacientes”, explica Sabrina.


Ligas acadêmicas têm papel importante na formação

As Ligas Acadêmicas têm a finalidade de desenvolver ações interdisciplinares em diferentes campos da área da saúde. Para a estudante do oitavo semestre de Medicina, Júlia Lumi, as atividades desenvolvidas na Lasepics têm um papel importante na formação acadêmica, no sentido de fazer com que o estudante obtenha um olhar diferenciado sobre o paciente. “A Liga nos traz uma visão mais holística dos pacientes, passamos a ver eles com mais empatia. As práticas integrativas podem ser usadas de maneira integrada com a medicina tradicional e inseridas em absolutamente todas as áreas, então esse foi um dos motivos que me fizeram escolher participar, por ser uma liga nada convencional e que propicia uma visão do paciente como um todo”, pontua Julia.

Jaqueline Missiaggia, acadêmica do sétimo semestre de Medicina, compartilha da mesma visão, de que a liga proporciona viver experiências que contribuem com a formação. “Com as atividades da Liga podemos também atuar na prevenção de doenças, já que muitas vezes elas se somatizam e as práticas integrativas e complementares são esse ponto de escape para os pacientes”, ressalta.

A UPF conta mais de 30 ligas acadêmicas vinculadas à Faculdade de Medicina e três ligadas à Faculdade de Odontologia. Para conferir a lista completa acesse www.upf.br.


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