Obesidade atinge 43% da população de Passo Fundo e supera média do Estado

Rio Grande do Sul lidera ranking nacional e Brasil registra alta histórica nos últimos anos

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Quase 7% já se enquadram no grau III, considerado o estágio mais grave da doença - Foto: DivulgaçãoQuase 7% já se enquadram no grau III, considerado o estágio mais grave da doença - Foto: Divulgação
Quase 7% já se enquadram no grau III, considerado o estágio mais grave da doença - Foto: Divulgação
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Os dados de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) acendem um alerta em Passo Fundo. O índice total de obesidade no município chegou a 43,1% da população acompanhada pela rede pública de saúde, percentual acima da média estadual e que revela um cenário preocupante para a saúde pública local.

Do total registrado na cidade, 25% dos pacientes estão classificados com obesidade grau I (IMC entre 30 e 34,9), 11,2% apresentam obesidade grau II (IMC entre 35 e 39,9) e 6,8% já se enquadram no grau III, considerado o estágio mais grave da doença, com IMC acima de 40. Na prática, isso significa que mais de quatro em cada dez adultos atendidos na atenção primária convivem com algum nível de obesidade.

A condição está associada ao aumento do risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares, o que amplia a pressão sobre os serviços de saúde e reforça a necessidade de ações de prevenção e promoção de hábitos saudáveis.

Cenário regional e nacional

Na região, os índices seguem elevados. Carazinho apresenta taxa ainda maior que a de Passo Fundo, com 44,7% de obesidade. Em Marau, o percentual chega a 43,2%, enquanto Soledade registra 34,7% — abaixo dos demais municípios citados, mas ainda considerado alto.

No recorte estadual, o Rio Grande do Sul aparece com 42% de obesidade entre os adultos, liderando o ranking nacional, seguido pelo Rio de Janeiro. Os dados estaduais confirmam uma tendência que também se observa no país. Informações da pesquisa Vigitel mostram que a prevalência da obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, atingindo 25,7% da população adulta. Quando considerado o sobrepeso, o índice chega a 62,6%.

Já os dados do próprio SISVAN indicam cenário ainda mais preocupante: 36,3% dos adultos atendidos na atenção primária do SUS tinham obesidade em 2025, e 70,9% estavam acima do peso.

Especialistas apontam que a obesidade é uma doença crônica e multifatorial, relacionada a mudanças no padrão alimentar, maior consumo de ultraprocessados, sedentarismo, privação de sono e fatores socioeconômicos.

Em Passo Fundo, os números evidenciam que o desafio é local, regional e nacional — e que enfrentar a obesidade exige estratégias permanentes e integradas.

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