Domingo (4), o Brasil vive mais uma eleição geral. É um momento de grande importância, em que os brasileiros escolhem representantes para cargos públicos dos Poderes Executivo e Legislativo.
Na eleição majoritária, além da disputa pelo cargo máximo, a Presidência da República, os eleitores escolherão os próximos governadores. Simultaneamente, na eleição proporcional, serão definidos os representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, além da renovação da composição do Senado Federal.
O exercício da cidadania
A eleição é um importante instrumento da democracia. Permite que os cidadãos participem da escolha de seus representantes políticos. No ato democrático, candidatos e propostas são analisados para definir aqueles que serão os representantes da população.
Assim, a eleição também significa participação e responsabilidade. O eleitor exerce um direito e, simultaneamente, assume a responsabilidade na construção do futuro de sua comunidade, cidade, estado e país. O exercício da cidadania também possibilita que diferentes ideias e propostas sejam apresentadas à sociedade.
A representatividade
Na escolha dos deputados estaduais e federais, está em jogo a representatividade regional. Passo Fundo, atualmente, não conta com nenhum representante na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. Eis o motivo da preocupação da sociedade passo-fundense.
Em ano eleitoral, essa carência pautou debates e discussões em diversos segmentos. Isso porque, além das emendas parlamentares, está em jogo a importância de consolidar a força política da maior cidade do Norte do Rio Grande do Sul. São mais de 214 mil habitantes.
A força de Passo Fundo
Com 149.373 eleitores, Passo Fundo tem condições de eleger três deputados estaduais. Isso, é claro, passa pelo quociente eleitoral, pois a eleição é proporcional. Teoricamente, com um décimo do quociente eleitoral do partido, matematicamente, é possível obter quatro ou até cinco vagas. Os números permitem essa possibilidade.
Em 1954, o município elegeu três representantes: Múcio de Castro, Victor Graeff e Lamaison Porto. Depois, elegeu dois deputados estaduais em 2010 e em 2014. Na última eleição, em 2022, a maior cidade da metade Norte do Estado não elegeu sequer um deputado estadual. Como será neste ano, com dez nomes concorrendo por Passo Fundo?
A força regional
Na disputa pelas 31 cadeiras destinadas aos gaúchos, a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados é ainda mais acirrada. Dentro das projeções de quociente partidário, o mínimo necessário para eleger um deputado seria de 20 mil votos. Na última eleição, esse número ficou em 40 mil. Porém, em uma eleição mais competitiva, o patamar mínimo pode subir para 60 mil votos.
Pelos limites dos números, há, sim, possibilidade de Passo Fundo eleger dois ou três representantes para a Câmara dos Deputados. Nesta votação, porém, não está em jogo apenas a representatividade de um município. É o interesse e a força regional que podem conquistar essas vagas. Como será em 2026, com nove nomes disputando por Passo Fundo?
A força estadual
O Senado é uma das duas Casas do Congresso Nacional, que exerce o Poder Legislativo Federal. É constituído por 81 senadores, três representantes de cada Estado, com mandato de oito anos.
A eleição para senador ocorre pelo sistema majoritário, no qual são eleitos os candidatos que obtiverem mais votos e, portanto, sem aplicação do quociente eleitoral. Neste ano, serão escolhidos 54 senadores, o que equivale a dois terços da composição do Senado. Assim, teremos dois votos para escolher os dois novos representantes do Rio Grande do Sul.
A força do voto
Presidente, governador, senadores, deputados estaduais e deputados federais. Os representantes dos Poderes Executivo e Legislativo que comandarão o Brasil e o Rio Grande do Sul serão conhecidos amanhã à noite, logo após a votação.
E, pela importância do voto na participação democrática, nos últimos meses, O Nacional vem acompanhando a campanha eleitoral, os preparativos da Justiça Eleitoral e os candidatos. Nesta edição, traz amplas informações sobre esta eleição geral.
É a informação que chega para reforçar o significado de uma votação. Sim, mostrar a importância e a força de cada voto!


