Escola que foi alvo de vândalos instala câmeras de vigilância

Escola Municipal Notre Dame investe em segurança para evitar novos episódios de vandalismo

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As pichações com insultos contra professores e direção nas paredes externas da Escola Municipal Notre Dame, no bairro Bertier, registradas na madrugada de sexta-feira (23) fizeram com que a instituição tomasse providências imediatas contra o vandalismo. Câmeras de vigilância começaram a ser instaladas ontem (27) e as grades da escola deverão ser erguidas para dificultar a entrada de pessoas estranhas no pátio. Na terça-feira, os professores foram trabalhar de camiseta preta em sinal de protesto. Mais que prejudicar o patrimônio público da escola que possui 54 anos de história, o ato de vandalismo causou um dano emocional nos professores, pais e alunos.

Na última sexta-feira, a direção e professores da escola que participavam de um curso de formação levaram um susto ao receber a notícia do vandalismo. “Não tivemos aula na sexta-feira em virtude do curso de formação. Os vândalos escreveram desaforos nas paredes, picharam os vidros, fizeram desenhos obscenos, derrubaram plantas. Acionamos a Brigada e a polícia fez perícia”, revelou a diretora da escola, Ivone Strehl.

A escola acredita que foi um ato planejado em virtude do sistema de disciplina em busca de uma educação de qualidade. “Este ato de vandalismo mostra que a sociedade está em desequilíbrio, não sabe quais rumos tomar. As famílias estão sem valores e não conseguem mais educar os filhos”, analisou a diretora.

Os professores e a direção da escola foram ofendidos. “Os professores foram vítimas de bullying. Estamos de luto pela falta de respeito com as pessoas e com o patrimônio público. Mais que dano material, foi o dano moral que sofremos. Fizemos uma reflexão dos fatos e percebemos que somos um grupo unido e recebemos a solidariedade de dezenas de pais e da comunidade”, declarou a diretora.

A Associação de Pais e Professores (APP) solicitou câmeras de vigilância para proteger melhor o espaço, os alunos e professores. Além disso, as grades deverão ser levantadas. “São investimentos que não foram feitos antes por falta de recursos. Vamos deixar de investir em outras melhorias na escola para investir na segurança. Tivemos prejuízos, porque a pichação aconteceu nas paredes que tinham sido recém-pintadas”, disse a diretora.

Professores em luto
Todos os professores estão solidários e unidos. A Coordenadora pedagógica, Marlei Escobar Micheletto, disse que a situação é muito dolorosa. “O que nos entristece é que o que aconteceu é o inverso do que ensinamos na sala de aula. Este ato foi uma reação de alguém que não tem limite e que não gosta da educação de qualidade oferecida pela escola”, disse Marlei. A professora Nádia Moccelin fez questão de declarar que tem orgulho de trabalhar na escola e está muito triste. “Estou de luto, indignada e muito triste”, declarou a professora.

Alunos solidários
A escola atende 400 estudantes do 1º ao 8º ano nos turnos da manhã e tarde. Os alunos também se sentiram ofendidos com o ato de vandalismo e estão prestando todo o apoio a direção e professores da escola. “Estamos bastante ofendidos”, falou uma das alunas.
Outra aluna enfatizou que todos estão tristes pelo colégio. “Pedimos que eles não façam mais isto”, pediu a aluna.

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