Passo Fundo melhorou em todos os grupos avaliados pelo Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) no período de 2007 a 2010, segundo levantamento da Fundação de Economia e Estatística (FEE) divulgado nesta quinta-feira (3). No indicador geral, em que "0" representa o pior cenário e "1", o município passou de 0,701 para 0,740 no período, padrão de médio desenvolvimento. Segundo o presidente da FEE, Adalmir Marquetti, o objetivo da pesquisa é diferenciar os municípios e regiões gaúchas entre si, para orientar políticas públicas e a distribuição dos recursos.
O Idese leva em consideração informações sobre a educação, renda e saúde. No período analisado, o município apresentou 5,6% de elevação do Idese, considerando uma média dos indicadores, em 2010. O índice de Passo Fundo é maior que a média estadual (0,727), mas abaixo dos municípios do Corede Produção (0,748). Segundo a pesquisa, o aumento foi majoritariamente puxado pela expansão do bloco educação do Idese, que cresceu 9,1% no período. Renda, com elevação de 6,8%, e saúde, com crescimento de 1,8%, também colaboraram para os resultados positivos no período.
Educação
Mesmo com o crescimento, o Idese Educação ainda apresenta o pior índice no município em 2010, com 0,671. Em 2007, o índice desse bloco foi de 0,615. Com este desempenho, o município passou de 9º para 6º no ranking, resultado do maior aumento (9,1%) entre os indicadores que compõe o Idese. No Estado, a variação foi de 4,2%.
Renda
No indicador que leva em conta os rendimentos dos passo-fundenses, a avaliação cresceu 6,8%, acima da média estadual que foi de 6,1%. No entanto, o desempenho foi abaixo de outros municípios com mais de 100 mil habitantes, o que resultou na queda de duas posições no ranking, passando 6º para 8º lugar. Esse bloco é dividido em apropriação de renda e geração de renda. O sub-bloco apropriação de renda obteve índice de 0,765 em 2010. O outro sub-bloco, geração de renda, apresentou índice de 0,734.
Saúde
O menor avanço está no grupo Saúde, com apenas 1,8% de crescimento no período analisado, abaixo da média estadual que foi de 2%. No período, ganhou uma posição, passando de 6º para 5º no ranking, resultado do avanço de 0,786 para 0,800. Por outro lado, o município apresenta praticamente todos os subindicadores de saúde acima de 0,800, número considerado alto desempenho. A melhora foi puxada principalmente pela taxa de mortalidade de menores de 5 anos (de 0,896 para 0,925), aumento da longevidade da população (de 0,805 para 0,826) e pela taxa de óbitos por causas mal definidas (de 0,971 para 0,949).



