Banco de tecidos proporciona mais de 900 transplantes

O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo possui o único Banco de Tecidos Musculoesqueléticos (BTME), da região sul do Brasil, e realiza todos os processos da doação de órgãos, por possuir uma estrutura adequada e de qualidade

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Levantamento refere-se a 2013 e já nos primeiros meses deste ano, 285 pacientes deixaram a fila de espera
A captação, o processamento e o transplante de órgãos são procedimentos de alta complexidade, que exigem estrutura técnica e equipe preparada para elaborar os processos. O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo possui o único Banco de Tecidos Musculoesqueléticos (BTME), da região sul do Brasil, e realiza todos os processos da doação de órgãos, por possuir uma estrutura adequada e de qualidade. Em 2013, a unidade possibilitou 993 transplantes de tecidos musculoesqueléticos e no primeiro trimestre de 2014, 285 pacientes já deixaram a fila de espera. Um número expressivo, mas que necessita de mais doadores para que as demandas sejam atendidas. Segundo o enfermeiro do BTME do HSVP, Anderson Flores, um doador pode beneficiar dezenas de receptores, mas infelizmente ainda há um baixo número de doações. “As principais causas para esta situação são a negativa familiar, quando os familiares não concordam em doar os órgãos/tecidos de seus familiares, além da contraindicação para a doação, que ocorre quando é identificada na seleção do potencial doador algum motivo clínico, sorológico, social ou outro que impeça a efetivação da doação”, relata.

Doação
O processo de doações de tecidos musculoesqueléticos pode ocorrer em vida ou após o óbito. Conforme Anderson, em vida o procedimento pode ocorrer nos casos em que o paciente necessita ser submetido a uma cirurgia de colocação de prótese de quadril, na qual a cabeça do fêmur é substituída, e para o paciente o osso não terá mais utilidade. “Para que a doação aconteça é necessário o preenchimento de uma autorização e um histórico médico, onde o paciente responde perguntas sobre sua condição de saúde e doenças que já desenvolveu. A segurança do receptor é garantida pelos exames sorológicos realizados no doador. Em caso de qualquer resultado positivo o tecido não é utilizado”, salienta o enfermeiro.

Após o óbito, a doação pode acontecer tanto nos pacientes em morte encefálica quanto nos pacientes pós-parada cardíaca. “Nas duas situações são avaliadas a causa do óbito e o prontuário do potencial doador. Para garantir a segurança dos receptores dos tecidos, são realizados exames de sangue no doador e controle rigoroso de qualidade de cada segmento retirado”, enfatiza o profissional, destacando ainda que os segmentos ósseos somente serão retirados após a realização de uma triagem sorológica do doador, que consiste na coleta e análise de exames para diagnosticar possíveis doenças infectocontagiosas. “Desde a abordagem/entrevista com os familiares até o término do processo de doação, a família recebe acompanhamento de um integrante da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), responsável por informar os familiares sobre todas as etapas do processo”.

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