OPINIÃO

Apenas a primeira decisão compartilhada!

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Quando a gente decide ter um filho - e ao menos quando essa decisão é pensada, amadurecida entre o casal - você passa a compartilhar com essa pessoa todas as decisões sobre o futuro da criança. Sim, essa é uma premissa que os pais precisam ter sempre presente. Nenhum dos dois poderá escolher sozinho o médico pediatra que vai tratá-lo e menos ainda a escola em que a criança vai estudar. No futuro, vão precisar conversar sobre permitir ou não que o ‘rebento’ viaje sozinho ou traga seu primeiro amor pra dentro de casa.

O rol de decisões que precisam ser discutidas para se chegar a uma opinião comum é enorme. E talvez para muitas dessas questões haja uma segunda chance, uma opção de voltar atrás e buscar outra alternativa, caso a primeira não seja acertada. Mas tem uma decisão que precisa ser compartilhada e pensada com cuidado, pois é para a vida do bebê: a escolha do nome. No primeiro ultrassom morfológico que fiz já foi possível saber que nosso bebê é um menino. Passada a euforia inicial, surge de imediato a dúvida. A mesma que todo mundo pergunta logo quando a grávida diz esperar um menino: como será o nome?

Opinião é algo muito pessoal e as experiências de vida das pessoas são muito contraditórias. Existem nomes que lembram pessoas próximas, que a gente gosta ou nem tanto; outros que lembram personalidades e mesmo permitem associações. Quando eu nasci, meus pais preferiram escolher meu nome homenageando minhas avós. Maria era o nome da madrasta de meu pai – ela o criou, pois com quatro anos ele perdeu a mãe – e Joana compunha o nome da minha avó materna. No início, eu achava comprido e demorava um tempo para escrevê-lo na escola, enquanto meus colegas faziam os seus ‘tri rapidinho’. Hoje, adoro meu nome. E gosto dele assim mesmo, composto: Maria Joana.

Agora, quando se tem a responsabilidade de nomear alguém, aí a coisa complica. As opções são muitas e a gente sempre tenta ser original, pois o nome é parte da identidade da pessoa. De início, eu e o Marlo (sim, meu noivo tem um nome ‘diferente’, e é confundido sempre com Mario, Marlon... isso certamente influenciou a opção dele) começamos a listar os nomes que detestávamos e os que a gente curtia. Eu escolhi vários: Augusto, Nicolas, Francisco, Santiago. Como boa representante da ala feminina, não tinha convicção por um só. Já o Marlo de cara elegeu: Miguel. Confesso que, de início, não gostei. Mas argumentos pra cá, significado e debate pra lá e... me rendi. Nosso filho já se chama Miguel. Até porque, caso ele tenha uma irmãzinha, mamãe já decidiu que será a Martina, e papai já concordou.

 

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