MP pede provas sobre acusação de fraude nas eleições

Comissão eleitoral do Comdica iniciou na sexta-feira (9) recontagem de votos em cinco seções

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Comissão vai confrontar número de votos com assinaturas das listas de eleitores
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Ministério Público e a comissão eleitoral do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Passo Fundo (Comdica) iniciaram na sexta-feira (9), a recontagem de parte dos votos das eleições do Conselho Tutelar, realizada no domingo passado. Na quinta-feira (8), ambos receberam uma representação assinada por 10 candidatas ao cargo, solicitando uma auditoria para comparar as listas assinadas pelos eleitores com a quantidade de votos em cinco seções. Caso comprovada alguma irregularidade, o grupo pede a anulação da eleição.

Na representação, as candidatas colocam em xeque a lisura do pleito com uma série de alegações definidas pelo Ministério Público como 'genéricas'. Em rezão disto, a promotora Clarissa Ammélia Simões Machado, da 1 Promotoria de Justiça Cível, que acompanhou toda a eleição, encaminhou ontem à tarde um ofício solicitando a eles 'o amplo conjunto probatório' que alegaram ter no documento. O prazo para entrega destas provas é de um dia útil, a partir do recebimento do ofício.

Entre as irregularidades, elas apontaram que na escola Protásio Alves uma determinada candidata organizava as filas direcionando os eleitores, sem conferência, diretamente à urna eletrônica. Já na escola Ernesto Tochetto, segundo denúncia, o próprio candidato auxiliava pessoas idosas durante a digitalização dos números nas urnas. O documento menciona ainda sobre outras possibilidades de fraudes com a intervenção de um grande número de pessoas nas secções eleitorais e de eleitores que votaram em desconformidade com o edital.

“São acusações graves, mas desprovidas de qualquer indicativo de provas. Precisamos saber qual o candidato que teria direcionado os eleitores para a urna, qual deles foi favorecido com a formação das filas, em qual urna ocorreu, qual a desconformidade com o edital” questiona a promotora.

Em relação à denúncia de criação de uma lista secundária na escola Ernesto Tochetto, a promotora explicou que houve atraso na chegada da lista oficial. Como já havia um grande número de pessoas aguardando para votar, os mesários anteciparam a coleta dos dados destes eleitores para agilizar o processo. Isto explica, segundo ela, a possibilidade de haver mais nomes na lista do que votos na urna. “Acontece que alguns eleitores forneceram os dados, mas acabaram desistindo de votar. Esta diferença não acarreta em prejuízo, uma vez que o voto neste tipo de eleição é facultativo. Caso se verifique o contrário, mais votos nas urnas do que nomes nas listas, aí pode ser um problema. Acompanhei todo o processo e não coloco dúvida a lisura dos mesários. Voluntários que trabalharam o dia todo sem parar. De qualquer forma, estamos fazendo a conferência das listas com os votos” explicou a promotora.

A recontagem dos votos está sendo feita somente nas seções apontadas no documento entregue ao MP e Comdica. São elas: Protásio Alves, Cecy Leite Costa, Fagundes dos Reis, Arco Verde e Fagundes dos Reis. Ao todo, a eleição para o Conselho Tutelar contou com 10, 4 mil eleitores e 48 locais de votação.

 

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