Entidades de classe protestam contra a Reforma da Previdência

Manifestações aconteceram depois da entrega da proposta ao Congresso Nacional

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Manifestações foram registradas na cidade e bloquearam estrada da regiãoManifestações foram registradas na cidade e bloquearam estrada da região
Manifestações foram registradas na cidade e bloquearam estrada da região
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Os professores e demais funcionários da rede estadual de ensino manifestaram-se, na sexta-feira (22) em Passo Fundo, contra o texto que embasa a proposta da Reforma da Previdência. 

 

O ato, convocado pelo Centro dos Professores do estado do Rio Grande do Sul (CPERS), reuniu cerca de 150 pessoas, pela manhã, na Praça Teixeirinha. De acordo com o diretor do 7º Núcleo do sindicato dos professores, Orlando Marcelino, os protestos ocorreram simultâneos a outros municípios do país. “Essas manifestações tiveram um caráter explicativo para a comunidade sobre as alterações na Previdência e seguiram um calendário nacional, estabelecido por todas as centrais sindicais”, explicou.


Das 24 escolas estaduais presentes em Passo Fundo, 10 paralisaram as atividades de forma integral, enquanto 6 suspenderam as aulas parcialmente, mantendo o cronograma docente apenas para as séries iniciais. Os demais educandários seguiram o calendário escolar com aulas regulares. “Na cidade, temos 800 professores da rede pública estadual em sala de aula. Por isso, consideramos exitosa a mobilização de hoje. Em abril, estão previstas assembleais regionais e estaduais da classe”, afirmou Marcelino. Os alunos, de acordo com ele, terão a recuperação da aula que, em virtude dos protestos, não ocorreu.

 

Rodovia bloqueada

Se, no município, algumas escolas fecharam os portões; na região, a rodovia ERS 324, em Pontão, foi bloqueada pelos manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), docentes da rede pública e outros moradores da comunidade. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, 60 militantes protestaram no trecho, que foi liberado a partir das 11h da manhã. Não houve confrontos durante os manifestos.


Ao longo do dia, duas novas concentrações foram agendadas para o início e final da tarde. A chuva, porém, dispersou os manifestantes que se reuniram na Praça Teixeirinha.

 

Os pontos da reforma

A proposta do governo federal para a Reforma da Previdência foi anunciada no dia 15 de fevereiro e entregue ao Congresso Nacional no dia 20. Entre as mudanças e pontos de transição, está a aposentadoria para os professores.


Pelo novo texto apresentado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a contribuição mínima para o INSS, para aqueles que optarem por aposentar-se por idade, passe de 15 para 20 anos, com excludente do fator previdenciário. Com 20 anos de contribuição, há desconto no valor da aposentadoria e os contribuintes receberiam 60% do valor. Para receber o valor integral, seriam necessários 40 anos de contribuição. Essa cláusula é um dos principais alvos das críticas feitas pela classe docente. “Além do aumento na idade para a aposentadoria e do tempo de contribuição, há a proposta de capitalização. Isso não nos dá garantia que vamos conseguir nos aposentar com o salário integral”, ponderou Marcelino.

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