Índice de infestação do mosquito é considerado grave no município

A cada 100 casas visitadas, seis apresentam larvas do Aedes aegypti . Pratinhos com plantas e recipientes que armazenam água da chuva representam 46,3% dos focos encontrados

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Vigilância alerta para que se elimine toda água parada em recipientesVigilância alerta para que se elimine toda água parada em recipientes
Vigilância alerta para que se elimine toda água parada em recipientes
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O município continua em situação de alerta contra o mosquito Aedes aegypti. Dados do último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito, apontam que a cada 100 residências visitadas em Passo Fundo, 5,9 apresentam índice de infestação de larvas do Aedes. Realizado pelo Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria de Saúde de Passo Fundo, o levantamento durou uma semana, de 15 de maio a 23 do mesmo mês. O período foi de intensa chuva, que propicia o acúmulo de água em recipientes e a proliferação das larvas.

 

O levantamento realiza o mapeamento de vários quarteirões no município, de todos os bairros - dividido em 23 setores. No total, foram visitadas 3.098 imóveis por amostragem, sendo que destes 183 deram positivo para o mosquito. O bairro mais preocupante e que apresentou maior índice de infestação foi o Boqueirão, seguido da São Cristóvão, Vera Cruz, centro, Lucas Araújo e o bairro Integração, que engloba também o loteamento Jaboticabal. Segundo a coordenadora do Núcleo, Ivânia Silvestrin, das 305 amostras coletadas, 246 apresentaram resultado positivo para as larvas do mosquito.

 

A alerta é para que a população colabore com os agentes de combate a endemias e elimine toda a água parada de recipientes. Segundo Ivânia, o cuidado deve ser redobrado nos pratinhos com plantas, baldes e recipientes que armazenam água da chuva. No levantamento, estes representam 46,3% dos recipientes com focos positivos, seguido dos lixos espalhados pela cidade, com 19,9% de larvas encontradas. “Em hipótese alguma guardar água da chuva, armazenar água no pátio, baldes ou tonéis e nunca manter flores com pratinhos de água. Tem que eliminar todo recipiente que tenha água parada.”

 

Epidemia de doenças
O índice é considerado grave e representa um alto risco do vírus da dengue, zika e chikungunya. Em Passo Fundo, foi confirmado um caso de dengue importada do Mato Grosso, durante período de viagem. “Tem diversos casos aguardando ainda o resultado de exames, mas a princípio, até o momento, todos deram negativo.” O chamamento principal da Vigilância é para que estes índices não se transformem em uma epidemia de doenças. “Para que a população se conscientize que a única forma é eliminando o mosquito. E como a gente elimina o mosquito, eliminando água parada.”

 

RS com 636 casos de dengue
O número de casos confirmados de dengue subiu para 636 no Rio Grande do Sul neste ano. Em uma semana, houve 108 novas confirmações da doença. Deste total, 557 é o número de casos contraídos dentro do Estado. Foram 2.062 notificações. Os dados são da Secretaria Estadual da Saúde (SES), e levam em consideração os resultados do último levantamento realizado, até o dia 18 de maio. As regiões Norte e Noroeste se destacam na lista. Os casos somados, nas duas regiões, chegam a 246 – 214 autóctones, isto é, contraídos dentro do território gaúcho, e apenas 32 importados.


Principais medidas de prevenção
Fechar as caixas d'água, tonéis e latões 
Guardar pneus velhos em abrigos 
Colocar embalagens de vidro, lata e plástico em uma lixeira bem fechada 
Limpar com escovação os bebedouros dos animais 
Manter desentupidos os ralos, calhas, canos, toldos e marquises 
Manter a piscina tratada o ano inteiro 
Guardar garrafas vazias com o gargalo para baixo 
Não acumular água nos pratos com plantas, enchendo-os com areia 
Colocar areia nos cacos de vidro dos muros

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