Produto na água pode ter provocado morte de peixes no lago da Gare

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Testes realizados no local indicaram bom nível de oxigênio, PH e turbidez da águaTestes realizados no local indicaram bom nível de oxigênio, PH e turbidez da água
Testes realizados no local indicaram bom nível de oxigênio, PH e turbidez da água
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O professor do curso de engenharia ambiental da Universidade de Passo Fundo, Iziquiel Cecchin, realizou diversos testes ontem à tarde, na água do lago do Parque da Gare. A intenção é descobrir a causa que está provocando a morte de peixes e tartaruga no local. Um funcionário responsável pela limpeza do Parque informou que a mortandade iniciou há pelo menos dois dias.


Durante toda a quarta-feira, dezenas de exemplares, da espécie lambari, foram retirados sem vida do lago. O fato que está chamando a atenção dos especialistas e visitantes, é a concentração de dois grandes cardumes, justamente nos dois pontos de entrada de água no lago.


"Se existe algum produto químico na água, nesses locais a concetração deve estar menor, porque está entrando água nova. Se aglomeraram aqui em busca de sobrevivência", avalia o especialista.


Nos primeiros testes, Cecchin constatou que o índice de oxigênio dissolvido na água era de 6%, considerado normal, uma vez que a média varia entre 4 a 8%. O teste de PH também indicou nível de 6.8, dentro dos padrões. Assim como a turbidez da água.


O professor recolheu amostras para serem analisadas em laboratório. Entre as hipóteses consideradas por ele, uma delas é a possível presença de cloriformes, vindos de alguma conexão com o esgoto sanitário. Também será realizado teste de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), para identificar a estabilização ou decomposição biológica de matéria orgânica lançada ou que já se encontra na água.


"As mortes podem ocorrer pela doença Ictio, ou por algum produto químico não identificado nos testes feitos aqui", explica. As análises devem ser concluídas até sexta-feira.

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