Mais de 800 medidas protetivas estão ativas em Passo Fundo

Dados apresentados à Câmara mostram desafios no combate à violência doméstica e reforçam a necessidade de prevenção e integração entre órgãos.

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Mais de 800 medidas protetivas estão atualmente ativas em Passo Fundo. O dado foi apresentado nesta terça-feira (15), durante reunião da Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio da Câmara Municipal, que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Segurança Pública e da área de proteção às mulheres.

O número evidencia a dimensão da demanda que chega à rede de proteção, mesmo em um cenário em que Passo Fundo não registra novos feminicídios desde julho de 2024.

Outro dado discutido na reunião chama atenção: menos de 10% dos agressores participam de grupos reflexivos de gênero no município. Os espaços têm como objetivo trabalhar a responsabilização dos autores de violência e a reflexão sobre relações de gênero.

Durante a reunião, representantes defenderam a ampliação das ações de conscientização nas escolas, com abordagens sobre violência, relações de gênero e formas de buscar ajuda.

Rede de proteção

Entre os serviços de proteção está o Centro de Referência de Atendimento à Mulher de Passo Fundo. São realizados grupos de orientação e atividades informativas sobre direitos das mulheres. Para mulheres que já vivenciam situações de violência, o serviço oferece acompanhamento com assistente social e psicóloga.

A rede conta ainda com a Casa da Mulher. O espaço oferece abrigo temporário para mulheres vítimas de violência e também acolhe os filhos que as acompanham.

A titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Rafaela Bier, defendeu que a discussão seja ampliada para o ambiente escolar.

"É importante tratar deste tema na área educacional, uma vez que há o trabalho dos grupos reflexivos e o acolhimento psicossocial, e que haja mais apoio do município nestas áreas".

Frente busca novas ações

A partir das discussões, a Frente Parlamentar pretende elaborar documentos a serem encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça, ao Poder Executivo e à Mesa Diretora da Câmara. A intenção é buscar medidas e colaborações que possam fortalecer as políticas de prevenção e combate à violência doméstica.

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