Avanço de casos respiratórios lota emergências

Hospital de Clínicas restringe atendimentos, enquanto HSVP registra 150% de superlotação

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O impacto é maior principalmente entre crianças e idosos, que podem apresentar uma piora do quadro clínico - Foto: Divulgação/EBCO impacto é maior principalmente entre crianças e idosos, que podem apresentar uma piora do quadro clínico - Foto: Divulgação/EBC
O impacto é maior principalmente entre crianças e idosos, que podem apresentar uma piora do quadro clínico - Foto: Divulgação/EBC
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As emergências hospitalares de Passo Fundo enfrentam um cenário de pressão diante do aumento de pacientes com sintomas e síndromes respiratórias. O período do ano, marcado por mudanças nas condições climáticas, tem favorecido a circulação de vírus e a piora de doenças crônicas, especialmente entre crianças e idosos. A situação já impacta diretamente a capacidade de atendimento das principais unidades hospitalares do município.

No Hospital de Clínicas (HC), os problemas respiratórios correspondem atualmente a cerca de 40% dos atendimentos realizados na emergência. Diante da superlotação, o hospital suspendeu as consultas na Unidade de Emergência e restringiu o atendimento aos casos de urgência e emergência. Pacientes que não se enquadram nessas situações devem ser encaminhados para outras unidades de saúde.

HC monitora situação

De acordo com a equipe médica do hospital, as condições climáticas características desta época do ano favorecem o surgimento e a intensificação de sintomas respiratórios. O impacto é maior nos chamados extremos de idade, principalmente crianças e idosos, além de pacientes que já possuem doenças crônicas, que podem apresentar uma piora do quadro clínico.

Mesmo com a restrição de atendimentos, a emergência do HC segue recebendo casos considerados graves, nos quais há risco à vida. Situações como traumatismos e infartos continuam sendo atendidas normalmente.

A equipe do hospital afirma que o cenário é reavaliado hora a hora. O objetivo é acompanhar tanto a evolução da demanda quanto as condições de atendimento e a logística interna, especialmente a disponibilidade de leitos para receber novos pacientes.

Os dados do município ajudam a dimensionar o impacto das síndromes respiratórias ao longo do ano. Em Passo Fundo, já são 660 hospitalizações por síndromes respiratórias em 2026, com 20 óbitos registrados. Entre as mortes, duas foram relacionadas à Covid-19 e 11 à influenza. Os demais óbitos estão associados a vírus não identificados.

HSVP ultrapassa ocupação

A situação também exige atenção no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). A emergência registra atualmente 150% de ocupação, resultado da elevada procura por atendimento. Pacientes com problemas respiratórios estão entre os que chegam com frequência à unidade. Apesar de a emergência permanecer em funcionamento, o hospital enfrenta restrições para absorver casos graves diante da falta de capacidade técnica disponível neste momento.

A superlotação interfere diretamente na possibilidade de receber novos pacientes que necessitam de atendimento de maior complexidade. Por isso, a unidade trabalha com limitações enquanto acompanha a evolução da demanda.

Municipal e o aumento na procura

No Hospital Beneficente Dr. César Santos, o Municipal, não há registro de lotação neste momento. Mesmo assim, a unidade percebe aumento tanto na procura por atendimento quanto na gravidade dos casos que chegam à emergência.

Somente entre as 7h e as 14h de segunda (14), foram atendidos 120 pacientes. Entre eles, um apresentou quadro grave e precisou ser entubado na chamada sala vermelha, espaço destinado aos casos de maior gravidade.

Outros dois pacientes ocuparam as chamadas vagas zero, recurso exigido pelo Estado para garantir atendimento imediato a pessoas em situação de risco iminente de morte.

Orientação

Com as emergências pressionadas, a orientação é que os pacientes procurem atendimento de acordo com a gravidade dos sintomas. Casos que não configuram urgência ou emergência devem ser direcionados preferencialmente a outras unidades de saúde, evitando sobrecarregar os hospitais que concentram os atendimentos mais graves.

Enquanto as unidades acompanham a evolução dos atendimentos, o cenário permanece sob monitoramento. A capacidade de leitos, a entrada de novos pacientes e a gravidade dos casos são fatores que podem alterar rapidamente a situação das emergências de Passo Fundo.

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