Novo laudo mantém escola interditada após reformas

Comunidade escolar deve entregar nesta quinta-feira (08) um abaixo-assinado ao Ministério Público solicitando a liberação dos pavilhões

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Pais e responsáveis dos alunos compareceram ontem à tarde na escola para assinatura do documentoPais e responsáveis dos alunos compareceram ontem à tarde na escola para assinatura do documento
Pais e responsáveis dos alunos compareceram ontem à tarde na escola para assinatura do documento
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Com o ano letivo interrompido desde a última semana de maio, quando um laudo preliminar do 7º Batalhão de Bombeiros Militar apontou comprometimento na estrutura da rede elétrica, a comunidade educativa da Escola Estadual de Ensino Médio Mário Quintana deve entregar, nesta quinta-feira (08), um documento contendo a assinatura de professores, colaboradores, pais e responsáveis ao Ministério Público. O documento de abaixo-assinado solicita ao órgão estadual a liberação dos pavilhões que abrigam as salas de aula para que os cerca de 560 estudantes retornem à rotina escolar.

As obras para adequadar o espaço às recomendações técnicas iniciaram em junho com um novo parecer emitido por uma empresa terceirizada contratada, com o aval da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (7ª CRE), para as reformas e construção de uma nova tubulação de gás, aterramento de transformadores de energia elétrica e adequações no sistema de prevenção a incêndios. Com o empenho autorizado pela Secretaria Estadual de Educação, orçado em R$ 32,9 mil, os reparos foram interrompidos na terça-feira (30) após o educandário ser vistoriado pelo engenheiro eletricista da Secretaria de Obras e Habitação, Jeremias Gelsomino Dellagostin. Na conclusão do parecer de suspensão e prosseguimento de interdição, o profissional aponta que a obra executada na escola está incompleta. “Não possui projeto nem descrição dos serviços efetuados e, inclusive, não foi apresentado laudo elétrico para desinterdição constatando a segurança das instalações, de acordo com a Notificação de correção de vistoria”, cita o documento.

Entre os apontamentos descritos no corpo do texto enviado à direção escolar e Coordenadoria de Educação, a Escola Mário Quintana possui sete blocos “alimentados diretamente da subestação por via aérea”. “Não possui, portanto, um QGBT (quadro geral de baixa tensão), item essencial à segurança de uma instalação, pois permite manobras e seccionamento em caso de incidentes”, prossegue o laudo. Acompanhando o parecer técnico, a arquiteta coordenadora da 7ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (7ªCROP), Aline Bonato Scuro, menciona que as reformas em andamento são paliativas e afirma que, desde o início do processo, há 3 meses, a pasta também não teve acesso aos demais laudos das obras encaminhadas no ambiente escolar porque a Secretaria de Obras possui “autonomia financeira para autorizar reformas orçadas em até R$ 30 mil”. “Não estamos onerando o trabalho já desempenhado pela empresa contratada, mas como técnicos, precisamos adotar procedimentos que garantam a segurança”, justifica. Na escala de prioridades, conforme reiterou, as obras na Mário Quintana estão sendo mantidas em grau 1.

Pavilhões reformados e alunos em casa

Desde a manhã de quarta-feira (07), a comunidade escolar se mobiliza na busca por assinaturas a serem encaminhadas ao Ministério Público, em Passo Fundo, para o retorno do calendário escolar das tumas de ensino fundamental e médio. “Nós só buscamos a autorização para que os alunos retornem. Os pavilhões estão reformados e não há condição de abrigar tantos estudantes em outro lugar”, assinala a diretora da Escola Mário Quintana, Maria Elena Ceccon Leite, enquanto abre os espaços cujos reparos já foram realizados. Além de 17 salas de aulas que, segundo ela, adequaram-se às recomendações do Corpo de Bombeiro, o educandário abre as portas, no turno da tarde, para 20 crianças em situação de vulnerabilidade social desenvolverem habilidades cognitivas, gastronômicas e culturais. “Um novo documento deve ser encaminhado à Secretaria de Obras e à Coordenadoria de Educação. Não sabemos quanto tempo vai demorar, mas as recuperações das aulas vai se estender até janeiro”, projeta.

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