OPINIÃO

Teclando

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· 2 min de leitura
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Um país doente e ardendo
Além de enfrentar um inimigo invisível, ainda temos que superar a visível saliência da insanidade. Não bastasse uma pandemia, alguns querem colocar fogo no circo. É a guerra da insanidade, onde a ignorância ataca o bom senso e despreza a racionalidade. Está nas redes sociais através de mensagens específicas para confundir os mais distintos níveis do intelecto. Isso não é nenhuma novidade, claro. Mas, então, por que ninguém faz nada para deter esses criminosos? Não estariam prevaricando nesse caso? Blindada por uma, digamos assim, curiosa imunidade, a maldade também é uma febre. Então, o mesmo Brasil que combate um vírus ainda arde pela irresponsabilidade politiqueira. É outra moléstia que também se propaga com facilidade.

E muitos dos transmissores desse vírus da insanidade podem ser facilmente detectados. Estranhamente, alguns têm o mesmo perfil que condiz com a conhecida moral de cuecas. Falam em tom de superioridade e caminham como se estivessem perfilados em impecáveis fileiras. Mas, na prática, vêm sendo os primeiros a pregar a desobediência civil. Falam em nome de uma suposta disciplina, mas na verdade querem mesmo a indisciplina coletiva. Ou seja, quanto pior melhor. Uau! Melhor para quem mesmo? Ora, então temos duas patologias distintas atacando ao mesmo tempo. É ameaça sanitária em dose dupla. E para superá-las, além da indispensável quarentena, dispense as redes sociais.

Vaidade e validade
Em tempos de quarentena, procuro seguir todas as orientações emitidas pela área da saúde. Dentre tantas, resolvi acabar com meus lindos cachos prateados. Vaidade de lado, agora o que interessa é o prazo de validade. Tesoura no início e fui para o acabamento com uma máquina. O manuseio da maquininha parecia uma barbada. Porém, ao contornar a cabeça, não consegui a uniformidade esperada. Ora, mas fiz tudo certinho! Como podem ocorrer essas oscilações de nível? Pensei, pensei e matei a charada, É simples. Como agora a Terra é plana, a máquina não funciona mais em cabeças redondas.

Fugi de casa
Sexta-feira, com boné, luvas e máscara eu fugi de casa. Graças ao inestimável apoio logístico da Vitória, cheguei ao Bourbon. Triste, claro, pela perda do amigo Ivanor. Mas, depois de 16 dias enclausurado, fiquei um pouco tonto entre as prateleiras. O importante foi observar o nível de conscientização das pessoas, bem-educadas, protegidas, sem aglomerações e em filas bem organizadas. A humanidade ainda tem salvação!

Constatação de quarentena
O ócio é bem mais saudável do que o ódio.

Nacionalismo
O que é de fato e na mais objetiva prática o nacionalismo? Subserviência ou um diálogo linear de igualdade e respeito recíproco? Utilizar símbolos nacionais e agir como submisso não é patriotismo. Isso é entreguismo! Falando em nacionalismo, que falta faz o Brizola...

General Netto
Não sei se o ingresso do general Braga Netto na Casa Civil foi uma operação civil ou militar. Mas foi estratégica. Com certeza!

Trilha sonora
Smile, de Charles Chaplin, ganhou versão em várias línguas para nos fazer sorrir em tempos de pandemia. E, ainda, um toque do equilibrismo brasileiro no arremate. Grupo Madalena: Sorria.
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