Recurso de Passo Fundo é negado e região entra no segundo mês em bandeira vermelha

Apenas duas regiões do estado ficaram em bandeira laranja

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O pedido de reconsideração de Guaíba foi aceito. Caxias do Sul foi classificada em risco médio no mapa preliminar. (Imagem: Divulgação)O pedido de reconsideração de Guaíba foi aceito. Caxias do Sul foi classificada em risco médio no mapa preliminar. (Imagem: Divulgação)
O pedido de reconsideração de Guaíba foi aceito. Caxias do Sul foi classificada em risco médio no mapa preliminar. (Imagem: Divulgação)
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O recurso apresentado por Passo Fundo foi negado pelo Gabinete de Crise nesta segunda-feira (02). “A região tem elevado número de hospitalizações confirmadas com Covid-19 e, ao mesmo tempo, está inserida em uma macrorregião com capacidade hospitalar em situação de alerta”, justifica o governo estadual.

A região, no entanto, pode continuar aplicando protocolos de bandeira laranja, devido a cogestão regional. Passo Fundo está desde 24 de novembro em classificação de risco alto. O mapa da 37ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado é válido entre 19 a 25 de janeiro.

Indicadores

Passo Fundo se mantém entre as regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, com 132 registros. As outras regiões são Porto Alegre (252), Caxias do Sul (194), Canoas (98) e Novo Hamburgo (80).

Apenas um dos indicadores específicos da região ficou em bandeira preta: número de hospitalizações por Covid-19 para cada 100 mil habitantes. Ainda assim, o número de hospitalizações caiu 32% na semana entre 08 e 14 de janeiro, passando de 193 registros na semana anterior para 132. Por outro lado, cresceu em 28% o número de óbitos, chegando a 23 registros frente a 18 na semana anterior. 

A região registrou 1524 casos ativos e 6153 recuperados. “Com isso, a razão entre as duas variáveis ficou em 0.25, uma melhora em comparação a mensuração anterior, que estava em 0.26”, de acordo com a nota técnica que justifica a classificação.

O documento destaca o elevado número de novas hospitalizações em proporção da população.

Estado

O pedido de Guaíba foi aceito. O Gabinete de Crise entendeu que, mesmo com aumento de internações na região nos últimos sete dias, os números indicam redução da velocidade epidemiológica. Além disso, houve diminuição de óbitos na semana, apesar de ainda seguir em número considerável, e elevação da capacidade de leitos em comparação à semana anterior. Como a região não tem plano de cogestão, os protocolos seguem os da bandeira laranja do Distanciamento Controlado.

Um terceiro pedido, oriundo de município, foi encaminhado sem haver previsão legal no decreto estadual do Distanciamento Controlado. Por este motivo, o recurso foi caracterizado como "não conhecido'', ou seja, não foi considerado válido.

O Gabinete reforça que, mesmo com o início do plano de vacinação – antecipado para esta segunda-feira (18/1) –, a pandemia não acabou, sendo necessário seguir com todos os cuidados. O mapa continua refletindo o risco alto de esgotamento da capacidade hospitalar e velocidade de propagação do vírus no Estado.

Para o total do Rio Grande do Sul, houve leve redução no número de confirmados em leitos clínicos (-4%) e em UTI (-3%), embora os números ainda sejam bastante expressivos – 1.102 em leitos clínicos e 847 em UTIs. Um dos piores indicadores é o número de óbito por Covid-19, que aumentou 18% entre as duas últimas quintas-feiras (de 421 para 497).

Mesmo com a expansão da rede de atendimento iniciada pelo governo do Estado em hospitais e municípios, devido ao aumento dos internados por outras causas, houve pequena elevação, nesta semana, no número total de leitos de UTI ocupados.

Em decorrência desse ainda pequeno aumento no total de leitos e a redução do número de pacientes confirmados com coronavírus em UTI, a razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19 ficou praticamente estável, em 0,71.


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