Recurso de Passo Fundo é negado devido a indicadores e região segue em bandeira vermelha

Apesar de números em queda, documento que justifica a classificação alerta para elevado número de hospitalizações

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O mapa se manteve sem alteração em relação à classificação preliminar (Imagem: Divulgação)O mapa se manteve sem alteração em relação à classificação preliminar (Imagem: Divulgação)
O mapa se manteve sem alteração em relação à classificação preliminar (Imagem: Divulgação)
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O Gabinete de Crise negou os dois pedidos de reconsideração à classificação do mapa preliminar divulgado na sexta-feira (29/1). Um dos pedidos era da associação regional de Passo Fundo e outro de Cachoeira do Sul. “Ambas previamente classificadas com risco alto de esgotamento da capacidade hospitalar e velocidade de propagação do coronavírus, por isso os pedidos foram negados e as regiões, mantidas em vermelho”, justifica o governo.

A associação de Passo Fundo argumentou que a região teve redução nas hospitalizações. O documento em resposta explica que a média ponderada final da região passou de 1,50 para 1,66 nesta semana. Entre as razões listadas para o indeferimento está a "elevada quantidade de hospitalizações de pacientes confirmados com Covid" e a taxa de ocupação de leitos acima de 80%. O documento termina ressaltando que a bandeira vermelha tem o papel de alertar gestores e a população do grau de risco e para o cumprimento dos protocolos.

O mapa definitivo da 39ª rodada do Distanciamento Controlado se manteve com 11 bandeiras vermelhas e dez laranjas. A vigência das novas bandeiras será de 2 a 8 de fevereiro.

Indicadores

Entre os quatro indicadores específicos da região, Passo Fundo alcançou classificação de risco máximo (bandeira preta) em dois deles: número de hospitalizações por Covid-19 para cada 100 mil habitantes e projeção de óbitos. Os dados analisados são referentes a semana de 22 a 28 de janeiro.

A região teve redução em dois índices importantes. Os registros de hospitalizações para Covid-19 na última semana caíram 20%, passando de 95 na semana anterior para 76. A região também teve 34% menos óbitos, com o registro de 19 óbitos na semana de análise, frente a 29 anteriormente.

A região registrou 1473 ativos e 6045 recuperados. A razão entre as duas variáveis ficou em 0.24, uma estabilidade em comparação à semana anterior.

A nota técnica que apresenta os indicadores ainda destaca “que a quantidade de novas hospitalizações em proporção da população é bastante elevada”. Passo Fundo segue entre as regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, com 76 internações. As demais regiões são Porto Alegre (196), Caxias do Sul (153), Canoas (52) e Santo ngelo (51).

Estado

Após reunião com entidades religiosas, no sábado (30/1) o governo publicou um decreto atualizando as medidas de prevenção. Entre elas, estão a proibição de aglomerações com mais de dez pessoas em todos os festejos religiosos para qualquer bandeira a partir da publicação do decreto e, visando exclusivamente o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes e de Iemanjá, nesta terça-feira (2/2), a interdição de todas as praias do litoral e as águas internas (rios e lagoas) do Estado das 18h de segunda-feira (1°/2) até as 8h de terça (2/2).

Resumo

BANDEIRA VERMELHA (11):

  • Cachoeira do Sul
  • Capão da Canoa (em cogestão)
  • Erechim (em cogestão)
  • Lajeado (em cogestão)
  • Palmeira das Missões (em cogestão)
  • Passo Fundo (em cogestão)
  • Porto Alegre (em cogestão)
  • Santa Cruz do Sul (em cogestão)
  • Santa Maria
  • Santo Ângelo (em cogestão)
  • Uruguaiana

BANDEIRA LARANJA (10):

  • Bagé
  • Canoas (em cogestão)
  • Caxias do Sul (em cogestão)
  • Cruz Alta (em cogestão)
  • Guaíba
  • Ijuí (em cogestão)
  • Novo Hamburgo (em cogestão)
  • Taquara (em cogestão)
  • Santa Rosa (em cogestão)
  • Pelotas
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