APAE ajuda no desenvolvimento de crianças com deficiência intelectual e/ou múltipla

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Brincar faz parte do desenvolvimento de toda criança e, na maioria das vezes, é um processo natural, mas para aquelas com deficiência intelectual e/ ou múltipla brincar se torna difícil e desafiante. Por meio da integração entre o “Brincar Funcional” e a “Estimulação Sensorial” a APAE oferece às crianças oportunidades de aprendizagem, despertando nelas suas capacidades, interesses e habilidades que serão necessários na vida adulta.

Os gêmeos Pedro Henrique e Isabella Nunes Soares, de três anos, são exemplos de que esse trabalho em conjunto traz resultados. Eles foram diagnosticados com Transtorno de Espectro Autista (TEA) e iniciaram os atendimentos de saúde na APAE há seis meses. Atualmente já conseguem interagir entre eles. A mãe, Juliana Nunes, de 22 anos, conta que os gêmeos evoluíram bastante. “Hoje se abraçam e estão começando a brincar”. Ela relata que a Isabella era quem apresentava mais sinais de algum tipo de transtorno e foi a primeira a ser avaliada pela Instituição. “Agora ela já sabe o alfabeto, os números de 1 a 20 e as cores”, comemora Juliana.

A terapeuta ocupacional Camila Pasin explica que antes os irmãos não integravam os estímulos de forma adequada, agora estão processando melhor a recepção dos estímulos, trazendo, assim, respostas adaptativas de forma mais regulada e adequada, o que agrega para a socialização e independência deles. “No começo do tratamento os atendimentos de Estimulação Precoce e de Terapia Ocupacional (TO) eram realizados em conjunto e com a presença dos dois irmãos, hoje, seguindo a evolução de cada um, eles acontecem individualmente e separadamente”, destaca a profissional. A Estimulação Precoce, por meio do “Brincar Funcional”, traz o reconhecimento do corpo e da capacidade de produzir uma resposta adaptativa, por exemplo. Já a TO trabalha mais a parte sensorial, incentivando a cognição e socialização, o comportamento, a comunicação e habilidades da vida diária.

Camila explica, ainda, que todo atraso de desenvolvimento necessita de estimulação adequada. Frisa que não há evolução satisfatória sem a participação da tríade: família, terapias e escola (caso a criança já esteja em idade escolar). “Contamos com o engajamento dos pais para que as crianças tenham um desempenho adequado e satisfatório das suas ocupações, habilidades e atividades diárias”, conclui a terapeuta ocupacional.


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