Praça Capitão Jovino tem rotina de barulho e aglomerações

Moradores e empresários se reúnem hoje para apontar alternativas

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Aglomerações costumam reunir jovens que consomem bebidas alcóolicas no local (Foto: Bruna Scheifler/ON)Aglomerações costumam reunir jovens que consomem bebidas alcóolicas no local (Foto: Bruna Scheifler/ON)
Aglomerações costumam reunir jovens que consomem bebidas alcóolicas no local (Foto: Bruna Scheifler/ON)
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Aglomerações, barulho e sujeira. Essa rotina se repete nos fins de semana e incomoda moradores e empresários do entorno da Praça Capitão Jovino, conhecida como Praça Santa Terezinha, na Vila Rodrigues, em Passo Fundo. Em meio a pandemia de Covid-19, a situação é ainda mais grave, pois aumenta os riscos de contaminação pelo coronavírus. Uma reunião marcada para esta terça-feira (15), entre moradores e empresários estabelecidos nas imediações deve apontar algumas alternativas para o problema. 

A Força-Tarefa, responsável pela fiscalização do cumprimento de decretos da pandemia, chega a retornar até três vezes ao local, na mesma noite, para dispersar as aglomerações. “Muitos jovens e muitas pessoas da região se deslocam até ali para se encontrarem”, relata o secretário de Segurança Pública, João Darci Gonçalves.

No último fim de semana, foram dispersadas em torno de 50 pessoas reunidas na praça. O número varia conforme o dia e a temperatura. Conforme o secretário, em algumas abordagens havia mais de 100 pessoas. 

Os problemas na praça já ocorrem há algum tempo, segundo João Darci. “Não é de agora, a praça sempre teve o problema de pessoas se reunirem. Já faz tempo que a comunidade solicita intervenções. Nós fizemos barreiras, prisões de pessoas em débito com a justiça, apreensão de bebidas e pessoas com drogas foram apreendidas. Diversas ações foram feitas”, relata o secretário. Já os moradores relatam que a praça era tranquila e apontam a abertura de um estabelecimento como o início dos problemas. 

Relatos

“De madrugada se escuta todo o barulho, os moradores reclamam bastante”, afirma Élvis Mognhon, tesoureiro da Associação dos Amigos da Praça da Santa Terezinha. Outra reclamação é a sujeira do local. “Ficou insuportável. A sujeira é o pior, a grama tem cheiro de cerveja e xixi”, relata Andrea e a filha, que levam um bebê para passear e brincar no local. Além disso, Élvis afirma que os moradores têm receio de que as crianças se machuquem com garrafas quebradas e cacos de vidro.

Ações

O secretário afirma que não é possível montar uma estratégia para coibir essas aglomerações. “Tem outros pontos, não temos um poder, uma envergadura policial, para impedir que as pessoas cheguem até o local”, explica João Darci. A Força-tarefa, formada por agentes de trânsito, fiscais urbanos, agentes da Vigilância Sanitária, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros, busca então orientar sobre a pandemia e a proteção da vida.

As multas são aplicadas nos estabelecimentos que descumprem os decretos. Um local, em especial, que é considerado a fonte das aglomerações, já foi autuado e chegou a ser fechado. Quantos aos participantes, são aplicadas multas em quem não usa máscara, no entanto, o secretário relata dificuldade, pois quando a fiscalização chega, as pessoas começam a ir embora. “ O objetivo é que não fiquem na praça fazendo aglomerações”, afirma. 

Reunião

A reunião será realizada hoje (15) na Imed com moradores, empresários e organizações para debater o assunto. A demanda é que o poder público e Brigada Militar apoiem as solicitações, de acordo com Élvis.

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