Passo Fundo 168 anos: UPF e Passo Fundo, uma parceria estratégica que transforma a saúde pública

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 Universidade é pilar essencial na formação de profissionais, na oferta de atendimentos e no fortalecimento da saúde coletiva no município e região Universidade é pilar essencial na formação de profissionais, na oferta de atendimentos e no fortalecimento da saúde coletiva no município e região
Universidade é pilar essencial na formação de profissionais, na oferta de atendimentos e no fortalecimento da saúde coletiva no município e região
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A história da saúde pública em Passo Fundo está entrelaçada à trajetória da Universidade de Passo Fundo (UPF). Desde sua fundação, em 1968, a Instituição se consolidou como protagonista na formação de profissionais da saúde e como articuladora de políticas e práticas que impactam diretamente a qualidade de vida da população. Hoje, o Passo Fundo é o terceiro maior polo de saúde do Sul do Brasil, e muito dessa conquista se deve à atuação conjunta entre os cursos da área da saúde da UPF e a rede pública local.

O curso de Medicina da UPF é um exemplo claro de como a Universidade insere o estudante na realidade social desde os primeiros passos da graduação. Segundo a professora Cristiane Barelli, farmacêutica-bioquímica e docente na área de Saúde Coletiva, o curso oferece uma formação alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais, com forte ênfase em saúde coletiva, ética e responsabilidade social. “Desde o primeiro semestre, os estudantes reconhecem os territórios, conhecem as condições de moradia e renda da população, e trabalham com um conceito ampliado de saúde, que vai além da ausência de doença”, explica Barelli. Esse vínculo se intensifica com visitas domiciliares, atividades educativas em escolas e ações nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Já a partir do quarto semestre, os estudantes desenvolvem atividades junto às equipes de saúde locais, com atendimentos individuais, educação em saúde, orientação a mães e idosos, e identificação de riscos dentro dos lares. “É uma formação que acontece no mundo real, nas unidades de saúde onde há goteira, onde o paciente falta, onde a política pública ideal nem sempre se concretiza”, afirma a professora. “É nesse ambiente que o futuro médico aprende a refletir criticamente sobre sua prática e sobre como pode transformar a realidade”, complementa.

Um curso de excelência com impacto regional

Para o diretor da Escola de Medicina da UPF, José Basileu Caon Reolão, a acreditação do curso e o reconhecimento nacional da Universidade confirmam a excelência da formação oferecida. “Formamos médicos de altíssimo nível, preparados para exercer sua profissão com distinção em qualquer cidade ou especialidade”, destaca Basileu. “Eles se formam com consciência social e compreensão dos determinantes sociais da saúde”, acrescenta.

A inserção dos estudantes nas comunidades locais não apenas favorece o aprendizado, como também contribui para a qualificação do sistema público de saúde. “Temos ex-alunos que optam por especializações em saúde coletiva e familiar, porque criam identificação com essa prática desde a graduação”, afirma.

Basileu ainda ressalta que a UPF está constantemente se atualizando. Com a implantação do Centro de Simulação Realística (CSR) — um espaço de 800 m² —, a Universidade avança em conceitos pedagógicos inovadores. “Estamos formando os médicos que vão transformar a Medicina nos próximos anos”, conclui.

Clínicas e projetos que desafogam a rede pública

Além da Medicina, a UPF oferece uma gama de cursos na área da saúde — Odontologia, Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Fonoaudiologia, Serviço Social, Estética e Educação Física —, todos com forte inserção comunitária.

Por meio das clínicas-escola da Universidade, a população de Passo Fundo tem acesso a atendimentos gratuitos ou de baixo custo, que desafogam a rede pública e garantem cuidado humanizado e qualificado. Estima-se que dezenas de milhares de pessoas sejam atendidas anualmente por essas estruturas. “A Universidade de Passo Fundo não só contribui com a saúde regional, ela estrutura, qualifica e transforma esse sistema, desde a formação de profissionais até a inovação científica, a pesquisa, e a assistência direta à população”, pontua a diretora do Instituto da Saúde Sandra Maria Vanini. Outro destaque é o envolvimento em projetos interdisciplinares como o Pró-Saúde II e o programa Saúde Única é Vida, que integram ensino, serviço e comunidade para promover educação em saúde, vigilância ambiental e cuidados preventivos.

A UPF também se destaca como centro de pesquisa em saúde, com o UPF Parque, um ecossistema de inovação que impulsiona startups voltadas à saúde digital, biotecnologia e soluções assistenciais. Além disso, conta com programas de residência médica e multiprofissional, reconhecidos pelo Ministério da Saúde como padrão ouro de qualificação. “A UPF tem uma interlocução com os serviços de saúde do município contínua e profunda, e extremamente essencial para manter a cidade como uma referência nacional em atenção e formação em saúde”, complementa Sandra.

Compromisso que molda o presente e o futuro

A relação entre a UPF e Passo Fundo não é circunstancial — ela é estrutural. Desde a criação da Faculdade de Medicina, nos anos 1970, até o início das residências multiprofissionais em 2013, passando pela consolidação de centros clínicos e programas integrados com o SUS, a Universidade ajudou a moldar o perfil de atenção em saúde no município. Com mais de 60 cursos de graduação, 15 mestrados, nove doutorados e cinco programas de residência, a UPF segue como protagonista da formação profissional e do desenvolvimento social. “A Universidade é um pilar estratégico da saúde pública de Passo Fundo”, sintetiza Sandra.


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