Uma manifestação dos moradores da ocupação 4 do Bairro Zacchia, ocorreu na tarde de segunda-feira (13), em Passo Fundo. A reivindicação foi pela instalação da rede de energia elétrica. O ato aconteceu na rodovia BR-285, com interrupções a cada 15 minutos. De acordo com o advogado que representa a ocupação, Leandro Scalabrini, aproximadamente 400 famílias moram na ocupação 4. “Elas moram lá em habitações precárias há mais de 10 anos. Apenas a rede de água foi instalada para as famílias. São duas mil pessoas sem energia elétrica”, disse em relação à rede irregular.
Doze anos
Além do fornecimento precário, o advogado relata que utensílios são perdidos, por curto circuito. Ele enfatizou que a ocupação existe desde 2013, portanto há 12 anos. “Aproximadamente 14 casas já queimaram, nesses anos, uma por ano, em razão de não terem acesso à energia elétrica”, frisou e complementou dizendo que “cabe a RGE incluir o bairro em sua política de universalização de energia elétrica”.
Secretaria de Habitação
Em nota divulgada ainda na segunda-feira, a assessoria da Prefeitura informou que o secretário de Habitação, Fernando Pires, esteve no local para dialogar com os moradores que realizaram um protesto em busca de regularização no fornecimento de energia elétrica. O secretário conversou com as lideranças comunitárias e explicou o andamento do processo licitatório que vai viabilizar o georreferenciamento da área, etapa necessária para que a RGE possa elaborar o projeto de reorganização da rede e assumir o fornecimento de energia de forma regular.
Georreferenciamento da área
O secretário afirmou que, assim que for definida a empresa vencedora, o Município fará a contratação para a execução do georreferenciamento completo. “Esse trabalho, além de atender à demanda atual da regularização da energia, também será fundamental para o futuro processo de REURB, que permitirá conceder o título definitivo de propriedade aos moradores da Ocupação 4”, explicou. Segundo o secretário, essa abrangência do projeto é o que torna o processo um pouco mais demorado, mas também mais importante para garantir avanços estruturais à comunidade.


