Com a previsão de dias mais quentes e a aproximação do verão, a população deve reforçar as ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti. A coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, explica que o período de baixas temperaturas colaborou para a redução dos casos, mas o calor exige atenção redobrada da comunidade. “Tivemos muitos dias frios, o que contribuiu para a diminuição da circulação do mosquito fêmea. Com isso, há menos postura de ovos e, consequentemente, menos casos da doença. Mas, a partir de novembro, com os dias mais quentes, o mosquito volta a circular e os casos tendem a aumentar”, alertou Ivânia.
Atualmente, o município mantém um trabalho contínuo de orientação e eliminação de criadouros, além da aplicação preventiva do larvicida biológico BRI. A equipe da Vigilância é composta por 52 Agentes de Combate às Endemias, que realizam visitas diárias aos imóveis de Passo Fundo. Conforme Ivânia, o número de inspeções varia conforme o clima, mas chega a cerca de 12 mil visitas mensais.
Apesar do esforço das equipes, ainda há resistência por parte de alguns moradores em permitir a vistoria, o que pode comprometer a efetividade do trabalho. “É fundamental que a população abra suas portas e receba os agentes. O combate ao mosquito só é possível com a participação de todos”, reforçou.
Educação e conscientização
Além das visitas domiciliares, as ações educativas continuam por meio do Programa Saúde na Escola, realizado pelas Unidades de Saúde e profissionais da Atenção Básica, em conjunto com os agentes de endemias. O programa trabalha de forma permanente temas como o combate à dengue e a importância dos cuidados diários nos ambientes escolares e residenciais.
Cuidados que fazem a diferença
Entre as orientações principais estão a eliminação de objetos que acumulem água, o descarte correto do lixo, a manutenção de piscinas limpas e tratadas, e o armazenamento de pneus em locais cobertos e protegidos da chuva. Ivânia também chama a atenção para os pátios com bromélias, que são potenciais criadouros do mosquito.
“Todo dia é dia de combate à dengue. Precisamos estar em alerta com a chegada do calor, não permitindo a exposição de materiais que possam acumular água. A prevenção está nas pequenas atitudes do dia a dia”, destacou Ivânia.
Situação atual e perspectivas
Os dados do Painel de casos de dengue no RS mostram que, após o pico registrado em 2024 – quando houve 5.770 notificações e 1.978 casos confirmados –, o cenário de 2025 apresenta tendência de redução. Até o momento, foram 1.463 notificações e 178 casos confirmados, número significativamente menor que o do mesmo período do ano anterior.
A coordenadora avalia que a queda é resultado das ações preventivas realizadas de forma contínua ao longo do ano e da colaboração da população. Mesmo assim, o trabalho segue intenso para garantir um verão mais tranquilo. “Estamos atuando de forma preventiva para garantir que o próximo verão seja mais seguro em relação à dengue, mas precisamos da ajuda da comunidade para que isso se concretize”, finalizou Ivânia.



