RS tem aumento de 16% nos casos de feminicídio neste ano

Passo Fundo registra alta de 13% nos casos de lesão corporal e um feminicídio tentado

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Em Passo Fundo, os números mostram estabilidade em alguns indicadores e crescimento em outros - Foto: DIVULGAÇÃOEm Passo Fundo, os números mostram estabilidade em alguns indicadores e crescimento em outros - Foto: DIVULGAÇÃO
Em Passo Fundo, os números mostram estabilidade em alguns indicadores e crescimento em outros - Foto: DIVULGAÇÃO
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O novo caso de feminicídio registrado na noite de terça-feira (23), no interior de Marau, voltou a chamar a atenção para os índices de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul. A vítima era uma idosa de 68 anos. Com o crime, o Estado chega a 42 feminicídios consumados em 2026, número 16% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O total também representa mais da metade dos casos registrados em todo o ano de 2025.

Os dados da Secretaria da Segurança Pública também mostram que, apesar do aumento dos feminicídios consumados, houve redução nos casos tentados. Entre janeiro e maio deste ano, foram registradas 106 ocorrências, contra 116 no mesmo período de 2025, uma queda de 8%.

O cenário estadual acompanha uma realidade preocupante observada em todo o país. Dados nacionais apontam que o Brasil registrou um feminicídio a cada 5 horas e 25 minutos durante o primeiro trimestre deste ano, evidenciando a persistência da violência de gênero como um dos principais desafios da segurança pública.

Índices no município

Em Passo Fundo, os números mostram estabilidade em alguns indicadores e crescimento em outros. Não houve registro de feminicídio consumado, repetindo o resultado do mesmo período de 2025. Já os casos de feminicídio tentado passaram de zero para um registro.

As ocorrências de ameaça tiveram leve redução, passando de 351 para 347 casos. Os registros de estupro aumentaram de 19 para 20 ocorrências. O dado que mais chama a atenção é o de lesão corporal, que saltou de 175 para 198 casos, representando um aumento de 13% em comparação com o ano anterior.

Especialistas destacam que a violência contra a mulher costuma se manifestar de forma progressiva, começando, muitas vezes, com ameaças e agressões psicológicas e físicas, antes de evoluir para situações mais graves. Por isso, o acompanhamento dos indicadores e a busca por ajuda nas primeiras ocorrências são considerados fundamentais para interromper o ciclo da violência.

Ampliação do atendimento

Como parte das ações de enfrentamento à violência contra a mulher, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Passo Fundo passou a operar em horário ampliado desde esta semana. A unidade agora atende das 8h30 ao meio-dia e das 13h30 às 20h, na Rua Bento Gonçalves, nº 720, no Centro.

Segundo a Polícia Civil, a medida tem o objetivo de ampliar o acesso das vítimas aos serviços especializados, oferecer acolhimento em horários além do expediente comercial e agilizar acondução dos inquéritos. A iniciativa também foi adotada em outras cidades gaúchas, como Canoas, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria, fortalecendo a rede estadual de proteção às mulheres em situação de violência.

As autoridades reforçam que as denúncias podem ser feitas presencialmente nas delegacias, por meio da Brigada Militar, pelo telefone 190, ou pelo Disque 180, canal nacional de atendimento e orientação às mulheres vítimas de violência.

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