Feira Afro-Brasileira encerra a Semana da Consciência Negra em Passo Fundo

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Com participação da comunidade, a Feira Afro-Brasileira encerrou a semana com o fortalecimento das expressões culturais afro-brasileiras - FOTO:  MICHEL SANDERI/PMPFCom participação da comunidade, a Feira Afro-Brasileira encerrou a semana com o fortalecimento das expressões culturais afro-brasileiras - FOTO:  MICHEL SANDERI/PMPF
Com participação da comunidade, a Feira Afro-Brasileira encerrou a semana com o fortalecimento das expressões culturais afro-brasileiras - FOTO: MICHEL SANDERI/PMPF
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A Semana da Consciência Negra em Passo Fundo encerrou, nessa quinta-feira (20), com a realização da Feira Afro-Brasileira, que ocupou o Espaço Cultural Roseli Preto ao longo do dia. Marcado pelo feriado da Consciência Negra, o evento reforçou o compromisso do município com a valorização da cultura afro-brasileira e com o reconhecimento das contribuições históricas da população negra para a sociedade.

Para a coordenadora de Promoção da Igualdade Racial do município, Mara Cavalheiro, a feira cumpriu um papel importante dentro da agenda da Semana da Consciência Negra. “Dar visibilidade à cultura afro-brasileira não é apenas uma celebração, é um compromisso histórico. A feira mostrou a força dos nossos empreendedores, das nossas tradições e da criatividade que nasce dentro das comunidades. Quando abrimos espaço para essa representação, reforçamos o respeito, o reconhecimento e a diversidade que constroem Passo Fundo”, afirmou.

Diversidade de produtos

A programação iniciou às 10h e seguiu até as 19h, reunindo 13 expositores de diferentes segmentos. A diversidade cultural, artesanal e gastronômica marcou a feira, que movimentou a comunidade e atraiu visitantes durante todo o dia. Entre os destaques estiveram bancas de colares e acessórios, produtos esotéricos ligados à religião afro-brasileira, artesanato em panos de prato, crochê e peças produzidas por artesãs locais, além de pulseiras e brincos feitos por artistas independentes.

A gastronomia teve papel central: houve comercialização de pães, cucas e doces variados, além da presença das mulheres do quilombo da região, que trouxeram frutas e morangos cultivados em suas comunidades. Quem passou pelo local também pôde aproveitar opções para almoço, como feijoada completa e acarajé. As mães da Cufa expuseram seus artesanatos, e alunas do curso de crochê do IFSul marcaram presença com suas produções.

O evento ainda ofereceu serviços e ações culturais, com estandes de penteados e tranças, esmaltação de unhas, rodas de conversa, palestras, apresentações teatrais e shows a partir das 16h, em uma programação que buscou valorizar a identidade afro-brasileira de forma plural e acessível.

A programação também contou com a Quizomba, apresentação cultural realizada durante a tarde. A Quizomba é uma celebração tradicional de matriz africana, marcada por música, dança, encontro comunitário e forte simbolismo histórico. Geralmente reúne percussão, canto coletivo e manifestações artísticas que exaltam ancestralidade, resistência e espiritualidade.

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