Passo Fundo tem registrado avanços nas políticas de assistência social com foco na autonomia das famílias. O município apresentou uma redução de 23% no número de pessoas inscritas no Cadastro Único, indicador que reúne famílias de baixa renda e que têm acesso a programas como o Bolsa Família.
De acordo com a secretária de Cidadania e Assistência Social, Elenir Chapuis, o resultado é consequência de um trabalho contínuo voltado à superação das vulnerabilidades sociais. “Todo o trabalho é direcionado a fim de que os usuários da assistência social superem as vulnerabilidades e tenham autonomia, renda e oportunidades”, afirma.
Rede de atendimento
Segundo a secretária, as ações são desenvolvidas por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e de outros serviços da rede municipal. O objetivo é acompanhar famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade, promovendo inclusão social e melhores condições de vida.
“Nós realizamos um trabalho intenso, sempre com a perspectiva de promoção das pessoas e das famílias”, destaca Elenir.
Caminho para o emprego
Além do acompanhamento social, o município também investe em iniciativas voltadas à empregabilidade. Um dos destaques é o Programa de Inclusão Socioprodutiva (PAC), que oferece preparação prática para o ingresso no mercado de trabalho, com recursos municipais.
O município também conta com ações como a Escola das Profissões e o Café com Emprego, que ampliam as oportunidades de qualificação e encaminhamento para vagas. A proposta é garantir que o atendimento vá além dos benefícios assistenciais, incentivando a autonomia e a autossuficiência das famílias.
“São linhas de ação permanentes para encaminhar o usuário da assistência social para o trabalho formal, com possibilidade de crescimento pessoal”, completa a secretária.
Contexto estadual
A discussão ganha força após resultados registrados em cidades como Bento Gonçalves, que conseguiu reduzir significativamente — em 40% — o número de beneficiários de programas sociais ao investir na conexão entre assistência e mercado de trabalho.
Em Passo Fundo, embora com realidade própria, a estratégia segue a mesma linha: fortalecer políticas públicas que incentivem a independência financeira e ampliem as oportunidades para a população em situação de vulnerabilidade.


