Procura pela vacina tríplice viral ainda está abaixo da meta em Passo Fundo

Queda nos índices aponta para a necessidade de ampliar a imunização e garantir proteção

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A vacina está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do município — Foto: Divulgação/Agência BrasilA vacina está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do município — Foto: Divulgação/Agência Brasil
A vacina está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do município — Foto: Divulgação/Agência Brasil
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A manutenção de bons índices de vacinação em Passo Fundo depende diretamente da adesão da população, especialmente de pais e responsáveis por crianças. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, segue disponível gratuitamente nas unidades de saúde do município e é essencial para garantir a proteção coletiva.

De acordo com a chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Raquel Carneiro, a imunização vai além da prevenção individual. “A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba, rubéola, síndrome da rubéola congênita e suas complicações. Nossa orientação é que a população mantenha a caderneta de vacinação em dia”, destaca.

Duas aplicações

O esquema vacinal é composto por duas aplicações. A primeira dose (D1) deve ser feita aos 12 meses de idade e a segunda (D2), aos 15 meses, garantindo a imunização completa. “É importante lembrar que são necessárias duas doses para considerar o esquema vacinal completo”, reforça Raquel.

Os dados dos últimos anos mostram variações na cobertura vacinal no município. Em relação à primeira dose, os índices passaram de 96,36% em 2024 para 91,81% em 2025 e, até o momento, 85,26% em 2026. Já a segunda dose registrou 83,89% em 2024, 78,03% em 2025 e 80,80% em 2026.

Meta

A meta do Ministério da Saúde é alcançar 95% de cobertura vacinal, índice considerado ideal para manter a chamada proteção coletiva — que reduz a circulação do vírus e protege principalmente pessoas que não podem se vacinar, como bebês menores de um ano e indivíduos imunocomprometidos.

A vacina está disponível para toda a população entre 12 meses e 59 anos de idade. Pessoas que não possuem comprovação vacinal devem iniciar ou completar o esquema: na faixa etária entre 12 meses e 29 anos, são recomendadas duas doses; já para pessoas entre 30 e 59 anos, a orientação é receber ao menos uma dose.

Mesmo sem registro recente de casos no município, a Vigilância Epidemiológica reforça que manter os índices elevados é fundamental para evitar a reintrodução do vírus e possíveis surtos.

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