Vendas de Páscoa ficam 3% abaixo do esperado em Passo Fundo

Comércio registra compras de última hora e aposta em descontos no pós-feriado

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No período pós-Páscoa, a redução de preços vira estratégia para liberar os estoques - Foto: DivulgaçãoNo período pós-Páscoa, a redução de preços vira estratégia para liberar os estoques - Foto: Divulgação
No período pós-Páscoa, a redução de preços vira estratégia para liberar os estoques - Foto: Divulgação
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Passados dois dias da Páscoa, celebrada no último domingo (5), o comércio de Passo Fundo faz o balanço das vendas e já observa um novo movimento nas lojas, impulsionado por promoções e pela procura tardia por chocolates. Embora o fluxo de consumidores tenha aumentado no pós-feriado, o desempenho geral ficou ligeiramente abaixo do esperado.

De acordo com o diretor da CDL Passo Fundo, Roberto Estivallet, um levantamento realizado junto a lojistas locais aponta que o ticket médio se manteve dentro do previsto, mas o volume de vendas apresentou pequena retração. “O ticket médio ficou bem no que nós tínhamos programado, bem tranquilo. As vendas, em média, deram 3% abaixo, um pouquinho aquém das nossas expectativas”, afirma.

Compras de última hora

A avaliação do comércio confirma uma tendência já observada em anos anteriores: a concentração das compras nos dias que antecedem a data. Segundo dados da CDL Porto Alegre – utilizados como referência por considerar um perfil semelhante de consumidores –, 50,5% deixaram para comprar os presentes na própria semana da Páscoa, enquanto outros 12,5% realizaram as aquisições na véspera.

Em Passo Fundo, esse comportamento também foi percebido pelos lojistas. “A impressão do pessoal foi que realmente o consumidor comprou de última hora”, destaca Estivallet. Ainda conforme ele, há registros de consumidores que optaram por adquirir chocolates somente após o feriado, aproveitando as promoções já em vigor.

Descontos

No período pós-Páscoa, a redução de preços, especialmente dos ovos de chocolate, torna-se estratégia para escoar os estoques. A prática é comum e envolve, inclusive, incentivos da indústria para o varejo.

“A verdade é que acontece. As próprias fábricas acabam dando uma bonificação para os mercados e lojas de doces reduzirem, principalmente, os preços dos ovos. E aí o consumidor acaba tendo uma oportunidade de comprar chocolate mais barato”, explica o diretor.

Além disso, o perfil de consumo segue marcado pela cautela. Parte dos consumidores investiu entre R$ 101 e R$ 200 nos presentes, o que indica adaptação ao cenário econômico. Os filhos continuam sendo os principais presenteados, citados por 62,4% dos entrevistados.

Com isso, o comércio local encerra a Páscoa com resultado considerado estável, apostando agora no movimento pós-feriado para equilibrar as vendas e atrair consumidores em busca de oportunidades.

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