Alkera, expressão adaptada da cultura aborígene australiana, designa um local para realizações. A concepção vale para quem serve e para quem é servido. Assim, Alkera – Família Biazi foi apresentado na noite de quarta-feira para amigos e fornecedores, decoradores, cerimonialistas, fotógrafos, músicos e outros que atuam com eventos Depois de décadas no economato do Clube Comercial de Passo Fundo, Alcir e Lisete Biazi deram uma paradinha. Mas, foi jogo-rápido e já estão de volta com uma nova proposta direcionada aos eventos. Está na aprazível área do antigo espaço da Associação dos Funcionários da UPF, na BR-285, lado oposto à Universidade. Após ampla pesquisa, a equipe da Beluda Pró moldou a nova proposta. Bonita por dentro e por fora, mas com o mesmo sabor.
Ambiente repaginado
“Optamos por parar um pouco, mas na sequência já veio essa oportunidade e a gente abraçou, decidimos reformar e encaminhar o Kiko nessa jornada da gastronomia”, conta Alcir Biazi. A área ainda receberá um futuro empreendimento das empresas UNA e Traçado. Através da Masterplan, também preparam o Viva Garden Park UPF, um bairro planejado no outro lado da rodovia. O complexo dos Biazi conta com a parceria da UNA Personalizzare, pois as arquitetas Jaqueline Rufato e Fernanda Melnik repaginaram o ambiente para receber a Alkera. Inicialmente, o espaço comporta 160 convidados nas mesas internas, além de 50 no quiosque. Com amplo espaço externo, são muitas e aprazíveis as condições para ampliar esses números.
Terceira geração
Lisete Biazi é referência em buffet. Segue os passos dos pais, Seu Serafim e Dona Neca (Clube Juvenil). Agora, a terceira geração pega nas panelas com as mãos de Francisco Lütz Biazi – o Kiko. O que muda? “Vamos repaginar apenas o formato de servir”, explica Lisete. “O Kiko vai dar um toque dele, mas não quer que eu perca a minha essência. Isso me orgulhou demais. Ele não quis, assim, escantear aquilo que eu fazia, muito menos fazer pouco caso daquilo que fazemos. Ao contrário, ele exaltou o que já tinha e disse que vai me ajudar a deixar melhor ainda. O que tem de novo é que agora temos duas áreas ao ar livre.” Certamente, esse ar faz parte da concepção do Alkera: oxigenar e repaginar.
Detalhes tão importantes
Lindo e aconchegante por dentro e por fora. Esta definição seria suficiente, mas, no Alkera os detalhes ganham importância. Começa pela bem equipada cozinha, onde lindas caçarolas francesas contrastam com o aço inox e os fogões são um convite à pilotagem. Na apresentação da casa, muitos convidados enalteceram até mesmo o espaço agradável dos banheiros. Biazi conta com orgulho que “coloquei ar condicionado (quente e frio!) em tudo, na cozinha e até nos banheiros”.
Fogo de chão e quiosque

“A gente fez um espaço externo, um fogo de chão, para fumar um charuto e apreciar um single malt e não ficar no mesmo ambiente. Outra novidade é o quiosque que a gente está reformando também. Vai ficar um salão mais para trabalhar com as carnes”, explicou Biazi. O que não falta no Alkera é espaço. Assim, entre o núcleo principal e os acessórios, há um convite para montagem de novas estruturas fixas ou provisórias.
Coração natural e UPF
A Família Biazi está cercada pela paz da natureza e junto à efervescência do conhecimento na UPF. “Na área nos fundos tem plátanos, churrasqueiras, um campo vasto que dá para montar tendas para eventos e ampliar, triplicar o número de pessoas. Tem uma área com mato e caminhos, ideal para um wine garden e até um piquenique. E o lago, um casamento excepcional com a proposta, pois tem um formato de coração. E o nosso coração está muito feliz, porque é natureza, paz”, finalizou Lisete fazendo um coraçãozinho com as mãos.
Kiko Biazi traz a paixão pela grelha e pelo fogo

"Fiquei dois anos na Austrália. Tive uma experiência nesse intercâmbio. Fui para estudar gastronomia, trabalhar nas cozinhas e adquirir uma experiência. Meu plano inicial era ficar seis meses. Acabou se estendendo, fiquei dois anos. Tive algumas experiências muito legais lá em cozinhas argentinas. Trabalhei perto do fogo, com grelha, que é a minha paixão desde sempre. Foi o que me moveu para fazer gastronomia, para ir para a gastronomia e seguir os passos da mãe. Aqui no Brasil, eu já trabalhava em cozinhas há sete anos. Fiz publicidade, depois resolvi fazer gastronomia. Trabalhei em restaurantes de Porto Alegre, depois com meus pais no Clube Comercial. Aí, fui para a Austrália.”
Austrália e Brasil
“É engraçado isso sobre cardápios, porque eu fiz um evento lá muito parecido com os que meus pais fazem aqui. Percebi que eles serviam exatamente o mesmo que meus pais estavam servindo aqui. Então, isso fez eu abrir minha cabeça para ver que o que eles faziam aqui é tão bom quanto o que tem do outro lado do mundo, no primeiro mundo, na Austrália. Eu vi que meus pais são tão bons quanto outros chefes. Isso abriu minha cabeça para seguir esse negócio agora com eles.”



