Grupos de ciclismo fazem ato pela paz no trânsito e lembram ciclista morto em junho

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Ciclistas realizaram ato simbólico no local do acidente - Foto Gerson Lopes/ONCiclistas realizaram ato simbólico no local do acidente - Foto Gerson Lopes/ON
Ciclistas realizaram ato simbólico no local do acidente - Foto Gerson Lopes/ON
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Um ato simbólico marcou a tarde deste sábado (15) em Passo Fundo. Integrantes de grupos de ciclismo realizaram um passeio ciclístico em homenagem ao ciclista Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, que morreu no mês de junho ao ser atropelado na Avenida Brasil, no bairro Boqueirão.

O grupo, formado por cerca de 50 ciclistas, saiu da Praça da Mãe e seguiu pela Avenida Brasil em direção ao bairro Boqueirão. No local do acidente, onde uma bicicleta branca foi pendurada em um poste, eles rezaram, fizeram um minuto de silêncio e encerraram o ato com uma salva de palmas.

A bicicleta branca, explicou o presidente da Associação Passo-Fundense de Ciclismo, Gilson de Almeida, é um "ato consagrado" que simboliza a morte de um ciclista no trânsito. "Não estamos procurando um culpado, mas pedindo mais conscientização e mais segurança", afirmou.

O acidente ocorreu quando duas mulheres ocupavam a ciclovia para tirar fotos com o celular. Cleocir desviou delas, perdeu o equilíbrio, caiu na pista e foi atingido por um veículo. As duas são investigadas por homicídio culposo. O motorista do carro permaneceu no local e testou negativo para álcool.

O ato reuniu representantes de grupos como MTB Passo Fundo, Crocodilos, Banda de Bike, Vento Sul, Aliens e Tomates. Segundo a associação, cerca de duas mil pessoas praticam o ciclismo esportivo na cidade, além dos usuários diários da bicicleta – mais de 10 mil estão cadastrados no sistema de bicicletas compartilhadas da prefeitura.

"Quando uma pessoa utiliza a bicicleta, é uma pessoa a menos que está utilizando o carro", destacou Gilson, que também lembrou os atritos frequentes no trânsito. "Às vezes o ciclista não respeita, às vezes o pedestre, às vezes o motorista. O que pedimos é mais empatia. Cada um no seu espaço", disse Gilson.



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