O trabalho de demolição dos prédios que foram destruídos pelo incêndio ocorrido no dia 15 de julho do ano passado completou um mês no último sábado, dia 4 de julho e esta semana deve começar a segunda fase. Pela proximidade com o prédio comercial utilizado por um hotel, o segundo prédio da família Ughini terá todo o último andar demolido manualmente. “Durante a demolição deve começar a remoção dos entulhos, mas isto ainda não é certo, porque pode ser que seja ocupado o entulho para fazer uma rampa para dar mais altura para a máquina. Em princípio, o último andar, o mais de cima, vai ser demolido manual, porque tem o coberto ainda e por estar muito colado ao hotel. Também por isso vai ser um pouco mais demorado”, explica Fernando Rizzotto, proprietário da empresa que está realizando o trabalho de derrubada do prédio.
De acordo com ele, deve demorar de 15 a 20 dias para concluir o trabalho de demolição desta edificação. Depois disso, começa então a retirada do entulho. “Não serão muitas pessoas trabalhando, porque não tem como colocar muita gente em cima do prédio. E maquinário somente será usado depois que tirar o andar mais de cima”, explica.
Relembre
Inaugurado em 1945 para servir de sede para a Loja Ughini, o prédio que foi consumido por um incêndio do dia 15 de julho de 2014, permaneceu abrigando o estabelecimento até 1997, quando encerrou suas atividades. A partir de então, a área foi dividida entre os sócios e, nos últimos anos, as salas vinham sendo locadas para outros estabelecimentos comerciais.
Depois do incêndio e do laudo pericial, os proprietários decidiram pela demolição do prédio, o que começou a ser feito no dia 4 de junho. Na primeira fase, foi demolido o prédio que fica na esquina nas ruas Bento Gonçalves e General Osório. O trabalho que foi previsto para ser feito em três a cinco dias acabou demorando mais pelas condições do prédio. Isso, porque por se tratar de um prédio antigo, algumas fundações e lajes eram bastante sólidas, fazendo com que o processo de demolição precisasse seguir algumas regras, tanto para segurança como para efetividade do trabalho. Além da altura, algumas paredes tinham até 70 centímetros de largura.


